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Definindo o conceito Multifacetado. Ser ou não ser?

12 de Maio de 2019 by Teresa Radamanto

“Multifacetado”.

Atualmente este é o adjetivo mais utilizado quando queremos descrever as competências , qualidades ou características quando descrevemos o nosso perfil a um empregador, ou a qualquer outra entidade promissora no que diz respeito a empregabilidade . “Multi”, prefixo que designa múltiplas ou várias; “facetado” , claro está, “facetas”, várias facetas que possuímos, vários pequenos “eus” que se adaptam às necessidades emergentes e nos transformam em verdadeiros “experts” em várias matérias! “o saber não ocupa lugar” diz a sabedoria ancestral; mas será que de fato, todos teremos de o ser? Inevitavelmente. É um mal necessário. O segredo está na gerência que fazemos das nossas diferentes “facetas” e na forma como aplicamos as mesmas. “Juntar o útil ao agradável” é o que se quer. Reunir as aptidões naturais com as competências de formação é o que se pretende. É neste sentido que o adjetivo me define . O meu perfil profissional funde-se com o pessoal. O que aprendi funde-se com o que é inato e faz de mim uma profissional multifacetada. O segredo reside nesta atitude. Infelizmente  nos tempos que correm ,poucos conseguem conseguir cumprir os objetivos delineados no inicio da viagem pelo mercado de trabalho:- ” não há emprego na minha área”- tem sido a expressão mais recorrente nos últimos 3 anos… mas será que é totalmente uma situação infeliz? Será que poderá existir algo de positivo nesta realidade tão tenebrosa? Certamente. O conceito  “Multifacetado”  adquire todo o seu “esplendor” nestes contextos, afinal , “a necessidade aguça o engenho” , e são muitos os casos de sucesso neste momento, em Portugal, dos que “cruzaram outros mares” e obtiveram sucesso. Porque pensaram –
“Dentro das minhas áreas de formação e em quaisquer outras , serei eficiente.”É assim que nos devemos Auto incentivar, auto motivar. A motivação é a palavra chave. Encontrar o nosso “motor” de arranque. Encontrar na realidade dos nossos dias e na que reside à volta dos nossos “eus” uma forma de sermos irrealistas , para que ao sairmos da “zona de conforto”, possamos pensar “out of the box” , e assim fazermos “acontecer” . Assim poderemos executar o sonho , o irreal , e concretizar . Concretizar formas “irreais” de sermos empreendedores ,criativos , arrojados ;de sermos , enfim, multifacetados. Encontrar formas de poder estar ativo em várias frentes ao estarmos integrados no desenvolvimento social da nossa realidade… e  acreditar que ” vai funcionar”! Acredito que não podemos ser estanques, a evolução comanda a vida, e como tal, ao sermos “multifacetados” acompanhamos o progresso rumo ao futuro. Sermos a mudança que necessitamos é o meu mantra. Espicaçar o pensamento e criar opinião deve ser a nossa missão, independentemente da área em que nos insiramos.

Multifacetado?Definitivamente ser!

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ESC:ALA, a revista-maravilha electrónica do outro mundo

3 de Maio de 2019 by olinda de freitas

O que é a ESC:ALA?ESC:ALA, uma revista artística

A ESC:ALA, revista electrónica multidisciplinar das artes – e indisciplinar também por conta de a irreverência ser uma convidada que é e faz feliz – propõe-se sobretudo como um espaço de experiências sábias, uma espécie de laboratório experimental onde diferentes olhares e expressões artísticas se juntam para tomarem chá na mesma mesa e comunicarem entre si enquanto trocam, não de chávenas, de sabores.

Um espaço maravilhoso,

como a ESC:ALA só podia reunir, na mesma mesa, literatura, música, cinema, vídeo, ilustração, animação, fotografia, arquitectura, teatro, performance, design, pintura, street art e demais artes plásticas e performativas. E isto sempre na conversa, que não sendo fiada, afia-nos a reflexão como a prática mais amorosa da inteligência.

A ESC:ALA é, pois,

um espaço multimediático de interacção entre a investigação e a arte onde também artistas emergentes têm voz e lugar à mesa. Igualmente as reflexões mais periféricas ou marginais são aqui, quero dizer lá, divulgadas. Isto porque foram desenvolvidas no âmbito da rede de investigação internacional LyraCompoetics, o que faz dela, segundo as palavras de um dos autores e criadores da ESC:ALA, a ovelha tresmalhada da revista eLyra – revista que exalta o conhecimento da poesia moderna e contemporânea, promovendo a sua leitura crítica no contexto de problemáticas de âmbito transnacional. Mas isso fica para depois.

Quem é que, afinal, a fez?

Fez e fará, sim, já está prometido três a quatro edições por ano e o prometido é devido. A ESC:ALA é editada por três colaboradores do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, instituição que promove e divulga o desenvolvimento da área da Comparatística na Faculdade de Letras do Porto. O HTML ficou, e fica, a cargo do nosso querido João Pedro da Costa que, na revista exerce a polivalência do prazer, brilha igualmente a dar-nos música e saber.

A ESC:ALA número um

Ala a ala, tudo ali prontinho a ser escalado e sorvido e reflectido como se quer, a revista-maravilha conta com um conjunto imenso de autores cujas colaborações vão desde o do ensaio (Filipa Rosário, Gustavo Vicente, João Pedro Cachopo, João Pedro da Costa e Rita Novas Miranda) ao vídeo (Gonçalo Robalo, Joana Rodrigues e a dupla João Manso e Miguel Manso), passando pela fotografia (Alípio Padilha e Filipe Pinto), o argumento cinematográfico (Mathilde Ferreira Neves), a poesia (Daniel Jonas e Lúcia Evangelista) e uma instalação que combina design gráfico, ilustração e street art (Bruno Roda).

Esta primeira edição da revista inclui igualmente um inquérito sobre Cinema e Literatura ao qual responderam os cineastas Edgar Pera, Gonçalo Tocha, João Canijo, João Nicolau, Marcelo Felix, Regina Guimarães e Saguenail, Renata Sancho e Sandro Aguilar. Uma maravilha de se ler. Está à espera do quê?

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José Saramago, o Homem e o Escritor – mas só de Relance

15 de Abril de 2019 by olinda de freitas

Quem desejou,

sabia que O homem duplicado de José Saramago podia bem chegar a filme. Foi uma adaptação que resultou em Enemy, realizado pelo Canadiano Denis Villeneuve numa co-produção hispano canadiana com o argumentista espanhol Javier Gullón. Os produtores descrevem o filme como um “thriller” erótico que explora a mente de um homem em crise. No filme, Adam é um professor que leva uma vida monótona até que descobre a existência de Anthony, um actor de pouca relevância que é fisicamente igual a ele. Destacam-se, como papéis femininos, as presenças de Sarah Gadon, Mélanie Laurent e Isabella Rossellini e o actor norte-americano Jake Gyllenhaal como protagonista.

No livro O homem duplicado, 

José SaramagoTertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou». Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pêlos do corpo».

Depois desta inesperada descoberta, de um homem exactamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem – o homem duplicado, disse José Saramago.

A empolgante história dessa procura; as surpreendentes circunstâncias do encontro; o seu dramático desfecho. Livro é livro e José Saramago é José Saramago.

Quem é mesmo José Saramago?

Pode já não estar, mas continua a ser. José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, a 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione, como data do nascimento, o dia 18. (Antigamente havia muito a confusão dos registos. Mas também o que é que isso importa??

Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele sequer tinha dois anos e o seu primeiro emprego terá sido como serralheiro mecânico – tendo depois passado por outras profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista.

Publicou o seu primeiro livro, um romance (Terra do Pecado), em 1947. Depois esteve em pousio prolongado, sem publicar, até 1966. A partir de 1976 passou a viver apenas do seu trabalho literário: primeiro como tradutor e depois como autor.

Casou com Pilar del Río, em 1988, e em Fevereiro de 1993 passou a dividir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote no arquipélago de Canárias (Espanha). Em 1998, foi-lhe atribuído o Prémio Nobel de Literatura. José Saramago morreu a 18 de Junho de 2010. E mereceu, do nosso Presidente da República, umas singelas palavras. É o que temos.

Agora a sério

José Saramago é um monstro gigante, enorme, tão grande que até assusta, de criatividade. Se tem vezes que a sua narrativa é hipnótica, porque empurra – pelo menos para mim – o leitor à sonolência, tal sinuosidade é engolida pelo resto, o resto que ele inventa.

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Milan Kundera e a leveza sustentável com Nietzsche

11 de Abril de 2019 by olinda de freitas

Leveza sustentável

Milan Kundera dá-nos um dilema entre a liberdade e o comprometimento, dilema disfarçado na dicotomia peso/leveza com uma reflexão sobre o eterno retorno de Nietzsche, em um mundo em que não há o eterno retorno e em que a escolha é cinicamente permitida: não é possível nem a previsão da escolha certa nem a condenação pela escolha errada.

Sem um imperativo supra-humano de orientação comportamental que julgue a escolha, a existência torna-se perplexamente leve. A leveza é, portanto, a inevitável condição humana diante da constatação de uma existência irretornável. (e incontornável)

Milan Kundera e a melancolia do século vinte

Milan KunderaEste diagnóstico em forma de dilema, é o eco que Milan Kundera faz ao pensamento que marcou a Europa aguerrida e melancólica do século XX, tal como Nietzsche, Heidegger e Sartre – os temas sobre os quais estes autores se debruçaram apontam para um mesmo cenário: a condição  humana em determinismo moral e um consequente conforto ético.

O Homem, dono de nada

A era dos existencialistas é aquela das consequências e das rejeições em relação aos anseios racionalistas de fundamentação do humano em coisas como a certeza e a razão. Milan Kundera desintegra estes conceitos cartesianos focados no homem como dono da natureza: depois de conseguir abraçar e dominar a ciência e a técnica o coitado percebe, de repente, que nada possui e que não é senhor nem da natureza nem da História – e, mais ainda, nem de si mesmo porque, verdadíssima, o Homem é conduzido por forças irracionais da sua alma.

Porque o Homem tem alma. Deus foi embora e o planeta, o Homem, caminha no vazio sem nenhum senhor: eis, mais uma vez, a insustentável leveza do ser. (Milan Kundera, 2009, p. 45)

Para Milan Kundera, a leveza insustentável  é intuitivamente caudatária do afastamento, ou morte, de Deus – da dissolução do imperativo ético supra-humano. Sabemos todos que esta é uma provocação de Nietzsche à hipocrisia da moralidade cristã: dizer que Deus se afastou, é dizer que não há uma receita moral, na qual possamos justificar as nossas crenças e orientar a nossa conduta, nem tampouco fundamentar as nossas instituições e práticas – uma vez que a tal receita implica a negação da corporeidade e da individuação da pessoa humana.

É o perverso niilismo.

A verdade de Nietzsche em Milan Kundera

Ao tematizar a morte de Deus, Nietzsche quer apontar também para a morte do que chama de “impulso à verdade”. Ora pensar na verdade como o que garante a legitimidade do conhecimento, no conhecimento como o acento do essencialmente humano e na cultura como a reunião das asserções de conhecimento, é um modo iluminista-racionalista (de base platónica) de atribuir um sentido à vida humana.

Assim, a verdade é algo dado mas que se mantém camuflado até que a aplicação correcta do espírito possa descobri-la. Nisso consiste a missão do ser humano na terra. Todavia Nietzsche, veementemente, nega esta narrativa e a sua ideia de verdade é de algo inventado e não descoberto. Verdade é “um batalhão móvel de metáforas, metonímias e antropomorfismos…” (Nietzsche, 1991, p. 34).

Assim, a verdade de Milan Kundera não precisa de convergir com a lei do eterno retorno que paira sobre a existência da sua grande personagem.

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O enigmático mundo, grande influência literária, de Rui Chafes

6 de Abril de 2019 by olinda de freitas

Rui Chafes, o artistaRui Chafes, obras enigmáticas

Obrigando-nos a uma interrogação sobre o que somos e o modo como nos relacionamos com o que nos rodeia, assim são os temas e as formas que Rui Chafes faz colar a nossa realidade – ora a um tempo ancestral, ora a um diverso e próximo universo. 

Misteriosas, as obras de Rui Chafes são, muitas vezes, expostas em jardins românticos (Sintra), palácios e igrejas, expressando-se num território suspenso no tempo, numa paisagem que apela para uma outra ordem e condição do objecto criado, entre o caos e o rigor da revelação, entre o interior e o exterior da existência, irracional, individual e transcendental.

Num texto de 1998, “Talvez”, Rui Chafes conta-nos sobre a sua vocação: «Sendo escultor e tendo nascido em 1966 (o ano de Andrej Rubliov, de Andrej Tarkowsky e de Au Hasard Balthazar, de Robert Bresson), vivo com a consciência de que é preciso continuar a transportar a chama, tal como queria Joseph Beuys que, no ano anterior, se tinha sentado, durante três horas, a ensinar a uma lebre morta como se olham as imagens.»

Origens

Rui Chafes nasceu em Cascais e é lá que produz as suas obras. 

Entre 1990 e 1992, estudou com Gerhard Merz, na Kunstakademie Düsseldorf, altura em que aprofunda um extenso e relevante conjunto de referências teóricas, literárias e artísticas – romantismo alemão, Idade Média e Gótico Tardio – teorias que estruturam, em grande parte, a actividade e os interesses deste artista: a luz, a cor, o peso, a leveza e o equilíbrio das formas, na sua relação com a natureza, com o espaço circundante e com o Homem.

Durante a estadia alemã, traduziu Fragmentos, de Novalis, numa edição a que acrescenta desenhos seus. Algumas da exposições que realizou em diferentes instituições são acompanhadas pela edição de livros, pensados enquanto tal, onde faz publicar textos seus e de outros autores que possibilitam um entendimento daquilo que para o artista deve ser a arte e a praticabilidade da arte, imensamente redentora, catalizadora de pensamento.

A obra

Usando, como sempre, o ferro pintado de negro, o artista vai criando modelos orgânicos de memória imediata – tanto mais inquietantes quanto a sua escala gigantesca. A couraça, por exemplo, é uma memória, o resto de uma vida perdida, ou esconderá um animal ameaçador, obrado sobre si mesmo, quase escondido entre árvores e canaviais do jardim, ficando o enigma: é ele quem nos coloca em perigo ou somos nós quem o ameaça? 

O seu percurso conta com importantes exposições em instituições nacionais e internacionais e as suas obras integram os mais relevantes acervos públicos e privados. Igualmente na sua actividade editorial, Rui Chafes dá-nos material de reflexão: Harmonia; Durante o Fim, Um Sopro e O Silêncio, são exemplos da sua experiência. Representou Portugal na Bienal de Veneza (juntamente com José Pedro Croft e Pedro Cabrita Reis) e em 2004 esteve presente na Bienal de S.Paulo num projecto em colaboração com Vera Mantero, Comer o Coração.

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Ferramentas essenciais para abrir a porta ao Amor

29 de Março de 2019 by Anabela Baptista

Tendemos a escolher quem amamos como se quem amassemos fosse o nosso espelho, como se outro fosse “réplica ” (palavra de João Teixeira Lopes em p3.publico.pt/actualidade/sociedade/1464/logica-dos-afectos) nossa. 

Queremos dominar o/a outro/a, trazê-lo/a para o nosso mundo, rendê-lo/a aos nossos caprichos. Mas até que ponto teremos esse direito? E até que ponto aquilo que precisamos que o outro seja é um completo capricho nosso?!

No meio destas interrogações, vem-me à mente a história dos dois burros atados um ao lado do outro, tendo cada um de seu lado uma faixa de erva apetitosa; ora cada um puxa para seu lado para alcançar o seu montinho de erva e assim não conseguem alcançar, nenhum deles, o dito montinho. Até que se sentam, já exaustos e famintos, e têm uma ideia. Resolvem então ir os dois juntos a um monte de um lado e depois novamente ambos irem juntos ao outro.

Se existem almas gémeas, não sei o que isso é, pois até hoje não conheci um único ser que aspirasse todos os ideais que eu, que tivesse os mesmos gostos, que concordasse em tudo comigo, no fundo que visse sempre o mundo como se seus olhos fossem os meus.

Não aborto o AMOR, claro que não. A verdade é que os seres que conheço andam numa luta pelo MESMO, tentam superar-se a cada momento, ou a Terra não girasse, feita de homens e mulheres em constante movimento também.

Para mim, existe sim um olhar diferente de vez em quando. Hoje sou eu que visto os olhos da outra pessoa, amanhã é o outro que veste os meus, e assim vamos caminhando lado a lado com os olhos postos no mesmo objetivo.

Temos que nos adaptar ao outro e isso, quando equilibrado, não significa subjugarmo-nos ao outro, porque o outro também é impelido ao mesmo processo de se adaptar a nós.

O diálogo é fundamental. Atualmente, nunca durmo sem antes falar com o meu marido sobre o que me inquieta e isso resulta. Já fui uma ostra fechada em copas, de tal forma, que já nem sabia o que me inquietava e sofria, sofria, num gesto surdo e calado, que me impedia de dormir uma noite inteira. Era abanada vezes sem conta por meu marido na cama por forma a explicar-lhe o meu estado de choro compulsivo, porém de tão ostra ser nem conseguia articular um discurso, pois tinha medo de ser rejeitada, de represálias, no fundo de achar meus dilemas puramente infantis. Hoje sei que isso são complexos e quando derrubamos o muro dos complexos, tudo fica bem mais fácil. Se eu der um passo de coragem, o GRANDE AMOR_aquele ente superior em que acreditamos_ dará mil para me ajudar!

 

 

 

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