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Para onde vai o teatro? – as TIC e as novas formas de fazer teatro

12 de Julho de 2019 by Carla Pinto Coelho

Somos hoje uma sociedade marcada pelas tecnologias, as redes sociais, a partilha de informação imediata. São várias as manifestações artísticas que assimilam a nova forma de estar no mundo, de o ver, de o pensar, de o apresentar como produto de consumo rápido: a fotografia, o cinema, as artes plásticas. E o teatro? Poderão as TIC mudar a forma como se faz e se assiste a uma peça?

teatro digitalAs mutações sociais influenciam necessariamente a forma como nos expressamos, qualquer que seja a forma escolhida para dar vazão à necessidade de fazer conhecidos sentimentos, pensamentos, opiniões e desejos. Partindo do exemplo do teatro, há, em qualquer país que já tenha passado por períodos de ditadura, uma diferença assinalável entre a produção teatral durante estes tempos e a que ocorre em tempos de liberdade.

O desenvolvimento tecnológico estendeu-se a todos os sectores, quer artísticos, culturais, económicos, educacionais. Também no teatro se introduziram inovações na iluminação, sonoplastia, cenografia, figurinos, levando a uma progressiva actualização e modernização –experimentando novas técnicas, novas formas de fazer.

As novas tecnologias trouxeram possibilidades ao teatro que o aproximam do cinema e, à semelhança deste, é possível criarem-se cenários e actores virtuais, pelo que a representação teatral e público não necessitam já de coexistir no mesmo espaço físico, a projecção virtual de uma peça é assistida por espectadores de qualquer parte do mundo, ligados em rede, sem perdas de tempo ou transtornos económico-espaciais. A noção tradicional de “ir ao teatro” está a sofrer alterações.

O caso inglês

A plataforma Digital Theatre congrega parcerias várias companhias de teatro inglesas – como a Royal Opera House, Opera North ou Bush Theatre – que disponibilizam peças que podem ser vistas em linha ou descarregadas. O acesso não é gratuito, mas o espectador pode escolher entre alugar ou comprar o espectáculo que mais lhe convier, entre peças de teatro de autores aclamados e novos autores, musicais, óperas, ballet, documentários.

O GTV é outro exemplo de um projecto que pretende conciliar o antigo, digamos assim, e o moderno, para criar novas peças e actuações, incorporando técnicas e tecnologias diversificadas, com vista a alcançar comunidades diversificadas.

Haverá lugar às TIC no palco?

Todavia, não posso deixar de pensar que teatro teremos ou veremos se a ele ligarmos as novas tecnologias? Que ligação afectiva haverá se substituirmos a presença física no espaço do teatro pela presença virtual? Haverá lugar às TIC no palco?

Creio estarmos a assistir a um deslumbramento pelas possibilidades tecnológicas em palco, ainda que não seja realista evitar esta influência, uma vez que também o teatro é enriquecido por ela. Será necessário encontrar um equilíbrio em que a introdução de elementos tecnológicos permita explorar novas formas de fazer teatro sem quebrar com as ditas antigas e criar cisões com um público que perspectiva um teatro menos modernizado.

Haverá lugar e público para ambas as abordagens, tendo em conta a natureza experimentalista do ser-humano, não me parecendo possível contudo que a virtualidade seja arredada completamente do espaço físico.

Filed Under: Teatro, Música e Dança Tagged With: novas tecnologias, plataformas de teatro, produção teatral, reflexão, teatro, teatro virtual, TIC

ESC:ALA, a revista-maravilha electrónica do outro mundo

3 de Maio de 2019 by olinda de freitas

O que é a ESC:ALA?ESC:ALA, uma revista artística

A ESC:ALA, revista electrónica multidisciplinar das artes – e indisciplinar também por conta de a irreverência ser uma convidada que é e faz feliz – propõe-se sobretudo como um espaço de experiências sábias, uma espécie de laboratório experimental onde diferentes olhares e expressões artísticas se juntam para tomarem chá na mesma mesa e comunicarem entre si enquanto trocam, não de chávenas, de sabores.

Um espaço maravilhoso,

como a ESC:ALA só podia reunir, na mesma mesa, literatura, música, cinema, vídeo, ilustração, animação, fotografia, arquitectura, teatro, performance, design, pintura, street art e demais artes plásticas e performativas. E isto sempre na conversa, que não sendo fiada, afia-nos a reflexão como a prática mais amorosa da inteligência.

A ESC:ALA é, pois,

um espaço multimediático de interacção entre a investigação e a arte onde também artistas emergentes têm voz e lugar à mesa. Igualmente as reflexões mais periféricas ou marginais são aqui, quero dizer lá, divulgadas. Isto porque foram desenvolvidas no âmbito da rede de investigação internacional LyraCompoetics, o que faz dela, segundo as palavras de um dos autores e criadores da ESC:ALA, a ovelha tresmalhada da revista eLyra – revista que exalta o conhecimento da poesia moderna e contemporânea, promovendo a sua leitura crítica no contexto de problemáticas de âmbito transnacional. Mas isso fica para depois.

Quem é que, afinal, a fez?

Fez e fará, sim, já está prometido três a quatro edições por ano e o prometido é devido. A ESC:ALA é editada por três colaboradores do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, instituição que promove e divulga o desenvolvimento da área da Comparatística na Faculdade de Letras do Porto. O HTML ficou, e fica, a cargo do nosso querido João Pedro da Costa que, na revista exerce a polivalência do prazer, brilha igualmente a dar-nos música e saber.

A ESC:ALA número um

Ala a ala, tudo ali prontinho a ser escalado e sorvido e reflectido como se quer, a revista-maravilha conta com um conjunto imenso de autores cujas colaborações vão desde o do ensaio (Filipa Rosário, Gustavo Vicente, João Pedro Cachopo, João Pedro da Costa e Rita Novas Miranda) ao vídeo (Gonçalo Robalo, Joana Rodrigues e a dupla João Manso e Miguel Manso), passando pela fotografia (Alípio Padilha e Filipe Pinto), o argumento cinematográfico (Mathilde Ferreira Neves), a poesia (Daniel Jonas e Lúcia Evangelista) e uma instalação que combina design gráfico, ilustração e street art (Bruno Roda).

Esta primeira edição da revista inclui igualmente um inquérito sobre Cinema e Literatura ao qual responderam os cineastas Edgar Pera, Gonçalo Tocha, João Canijo, João Nicolau, Marcelo Felix, Regina Guimarães e Saguenail, Renata Sancho e Sandro Aguilar. Uma maravilha de se ler. Está à espera do quê?

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: actividades literárias, animação, arquitectura, artes plásticas e performativas, cinema, criação literária, design, ESC:ALA, fotografia, ilustração, investigação, literatura, música, performance, pintura, reflexão, revista, street art, teatro, vídeo

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