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Os benefícios da música para o desenvolvimento das crianças

8 de Janeiro de 2020 by Diana Cordeiro

músicaQue a música faz bem ao corpo e à mente todos nós sabemos.

Ouvimos música em casa, no carro ou até no trabalho. Nos momentos de descontracção, de alegria mas também nos de tristeza, tensão ou stress. Ela ajuda-nos a transmitir emoções, faz-nos relaxar ou viajar no tempo, mas mais importante, apresenta-se como elemento fundamental no desenvolvimento das crianças, nomeadamente, no seu desenvolvimento ao nível intelectual, auditivo, sensorial, da fala e motor.

A música é um elemento fundamental na primeira etapa do sistema educativo, como forma da criança se expressar e integrar activamente a sociedade. Desta forma, são muitos os benefícios da música, ajudando as crianças a ganhar independência nas suas actividades, a assumir o cuidado de si mesma e do meio, e ampliar o seu mundo de relações.

O estímulo da música em bebés

Ainda durante a gravidez os benefícios da música podem refletir-se na tranquilidade da mãe e em sensibilizar o bebé para os sons. A música permite harmonizar também a relação entre os dois, aumentando a actividade cerebral do bebé e ao mesmo tempo, o vínculo com a mãe.

Permite melhorar a integração na sociedade

A música tem a capacidade de aproximar as pessoas, e o mesmo acontece com as crianças que têm contacto com a música.

Elas acabam por estabelecer mais facilmente comunicação com outras crianças, dando-lhes uma maior segurança emocional mas também confiança. Ao partilharem uma música, as crianças desenvolvem entre elas uma entre ajuda, colaboração e respeito mútuo.

Facilita a aprendizagem como um dos benefícios da música

Essencial na etapa inicial de aprendizagem, a música estimula mais facilmente a sua aprendizagem. Através das canções infantis, das rimas e dos gestos que a acompanham, a criança melhora sua forma de falar e de entender o significado de cada palavra.

Os benefícios da música estão também relacionados com o poder de concentração, e neste sentido pode melhorar sua capacidade de aprendizagem em matemática. Além disso, facilita a aprendizagem de outros idiomas, potenciando sua memória.

Melhorar os movimentos

Inseparável da música, a expressão corporal que com ela se vê mais estimulada. A utilização de novos recursos, a adaptação do seu movimento corporal aos diferentes ritmos de músicas, contribuem desta forma para potencializar o controle rítmico de seu corpo. Através da música, a criança pode melhorar sua coordenação e combinar uma série de movimentos.

Terapia da música

Reconhecendo todo o poder terapêutico e os benefícios da música surgiu a musicoterapia. A prática, que utiliza músicas, sons e movimentos com fins terapêuticos, é utilizada como forma de integração física, psicológica e emocional.

De acordo com a definição da Federação Mundial de Musicoterapia, “Musicoterapia é o uso profissional da música e dos seus elementos como intervenção em contextos médicos, educativos e sociais, com indivíduos, grupos, famílias e comunidades, que procuram melhorar o seu bem-estar físico, social, comunicativo, emocional, intelectual, espiritual e a sua qualidade de vida. A investigação, a prática, a educação e a formação clínica em musicoterapia são baseadas em critérios profissionais estruturados conforme os contextos políticos, sociais e culturais. (2011)”

Filed Under: Teatro, Música e Dança Tagged With: actividades artísticas, actividades literárias, artes do espectáculo, Carnaval, Competência, confusao mental, criação artística, criação literária, Cuidados de Saúde, Estudo de Processo, fantasias de carnaval, formação prática, maquilhagem, máscaras de carnaval, música, Prevenção, promoções, Review, teatro, Trabalho

Como se iniciar no mundo da leitura e sobreviver

1 de Janeiro de 2020 by Carla Pinto Coelho

leituraLer é bom e faz bem. É uma afirmação que se toma como verdadeira, porque a maioria assim a reconhece, principalmente aquelas pessoas que parecem ter nascido com um livro nas mãos e vivem de leitura em leitura, de novidade editorial em novidade editorial, como um peixe na água.

Este mundo de zen das leituras pode ser muito irritante para quem não lê, ou para quem não sabe por onde começar a ler, já que parece que todas as suas tentativas de pegar num livro e mergulhar de cabeça esbarram no desânimo e no sentimento de ter escolhido o livro errado, o autor errado, a hora errada, tudo errado.

Sejamos honestos, as pilhas de livros por lerem, as estantes das bibliotecas, as montras das livrarias, podem ser imagens bastantes assustadoras para os candidatos a leitores. É conhecido o desânimo com que muitos dos alunos nacionais encaram a entrada no Secundário e a perspectiva de ter de conhecer, à força das imposições programáticas, Eça de Queirós, Padre António Vieira ou José Saramago.

Perante este cenário que fazer? Pedir a alguém que resuma a história? Descarregar da Internet os resumos salvadores? Passar ao lado de leituras que seriam proveitosas?

Cinco passos podem ser dados para conseguir ser um leitor por excelência.

1. Defina as suas preferências

Se gosta de séries de crime e mistério, os livros policiais podem ser um bom ponto de partida; se é de histórias de amor de que gosta, não faltam opções de romances; mas se a sua praia é mais música, por que não começar por ler as biografias dos seus cantores preferidos?

O importante é saber minimamente quais os tipos de livros que lhe interessam e começar por aí. Com a prática e a curiosidade, pode aventurar-se noutros campos.

Conselho: escolha livros de que goste, para começar.

2. Comece com calma

leituraLer é como correr. Não passa pela cabeça de ninguém, pelo menos alguém são, um dia levantar-se do sofá e decidir calçar as sapatilhas e correr a maratona. Podemos até assumir que seja um pensamento legítimo, mas sabemos que dificilmente esse alguém correrá mais do que uns metros.

Correr implica treino, disciplina, uma alimentação saudável, bom equipamento. Ler, também.

Qualquer pessoa que não tenha lido mais do que a bula dos medicamentos ou o manual de instruções do telemóvel e decida iniciar-se no maravilhoso mundo das leituras por uns Maias, um Memorial do Convento ou um Senhor dos Anéis, vai sentir-se tentado a desistir ao fim de poucas páginas.

Para evitar desistências logo após a linha de partida, não esqueça, os livros de dimensões mais pequenas vão influenciar o seu psicológico, porque lhe darão a sensação de ser uma tarefa mais leve e de tomar menos tempo. Se ficar tentado a desistir, o número reduzido de páginas será um incentivo a continuar.

Conselho: escolha livros de pequena dimensão para começar.

3. Faça um plano de leitura.

Retomemos o exemplo da corrida. Todo o atleta sabe que precisa de um plano rigoroso de treino, a horas certas, quer chova, quer faça sol, quer tenha vontade, quer não tenha, tudo porque o objectivo principal é ficar em forma e ganhar, no dia da competição.

Na leitura, embora não haja uma competição com medalhas e prémios pecuniários à mistura, há a meta do conhecimento, a satisfação de cumprir uma tarefa, a valorização do leitor e enriquecimento que um livro sempre dá.

Por isso, estabeleça um horário para ler, dedique dez minutos diários ao livro de eleição, quer lhe apeteça, quer não, sem desistir. Notará ao fim de um tempo que esses dez minutos de sofrimento se transformar;ao em horas de leitura agradável e difícil será pôr o livro de parte, para continuar outras tarefas igualmente dignas, como dormir, por exemplo.

Conselho: estabeleça um horário de leitura e cumpra-o.

4. Prepare-se para a leitura

Siga o conselho de Italo Calvino e estenda as indicações do autor, em relação ao seu próprio livro, a todos os livros que ler.

Estás a começar a ler o novo romance Se numa noite de Inverno um viajante de Italo Calvino. Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. Deixa esfumar-se no indistinto o mundo que te rodeia. A porta é melhor fechá-la; lá dentro a televisão está sempre acesa. Diz aos outros: “Estou a ler! Não quero que me incomodem!”. Não devem ter-te ouvido, com aquele barulho todo; fala mais alto, grita: “Estou a começar a ler o novo romance de Italo Calvino!” Ou se não quiseres não digas nada; esperemos que te deixem em paz. (ler mais)

Conselho: siga um ritual de preparação.

5. Tome nota dos seus direitos

Daniel Pennac, escritor francês e professor, sabe quão difícil é conseguir motivação para a leitura. Foi a pensar nisso que apontou dez direitos que todo e qualquer leitor deve ter em mente na hora de abrir um livro.

Os Direitos Inalienáveis do Leitor (Daniel Pennac)

1 O Direito de Não Ler

2 O Direito de Saltar Páginas

3 O Direito de Não Acabar Um Livro

4 O Direito de Reler

5 O Direito de Ler Não Importa o Quê

6 O Direito de Amar os «Heróis» dos Romances

7 O Direito de Ler Não Importa Onde

8 O Direito de Saltar de Livro em Livro

9 O Direito de Ler em Voz Alta

10 O Direito de Não Falar do Que se Leu

in Pennac, Daniel (1993). Como um Romance. Porto: Edições Asa.

Conselho: conheça as regras e sinta-se livre para as quebrar.

Agora que tem um plano traçado, o livro certo à mão, o local ideal e o conforto de saber que pode desistir e começar tudo do início, relaxe e leia.

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A minha bela terra.., princesa que beija o mar

4 de Dezembro de 2019 by Ana Amélia Ferreira Roxo

1472095 567249000024461 564503775 nUma Princesa à beira-mar

Uma terra plantada à beira mar, Cidade pequena, sereia de encantar… Quase perdida no concelho de Ovar! Terra de povo laborioso e hospitaleiro, Pérola em bruto do distrito de Aveiro. Cidade à tanoaria, ligada Arte, que está quase parada. Terra de natureza e poesia, Com perfume inebriante a maresia. Terra que mais conhecida, devia ser… Pois tem qualidades de enaltecer.    Barrinha, que te ergues tão bela,  Da Rede Natura 2000, mas tão esquecida, Pérola desta cidade, à espera de ser despoluída. Fartos, andamos de promessas por cumprir: Queremos é que amanhã o futuro seja a sorrir! Maravilhoso ecossistema que da Rede Natura Dois Mil, faz parte Quadro traçado a natureza: obra de arte!… Ai, Barrinha dos tempos ancestrais Dos passeios de gaivota…da limpidez das águas, Que eu nunca vi, e espero que não seja para não ver jamais . Barrinha que te estendes bela e albergas aves diversas,  És uma bela menina, mesmo, que por vezes, não pareças. Ai, Barrinha, barrinha, do meu coração!…. Ainda tens muito para dar, Muito para brilhar, mas uma oportunidade de devem dar. Fauna e flora únicas, que têm de se preservar, Para que não sigas suja, quando o teu amante vais beijar Para que vás ainda mais bela ter com o mar!   579259 557412197674808 139064693 n Esmoriz, terra de praia e de mar, De floresta com aves a cantar, Nas belas praias de Esmoriz, A espuma  do mar, nos vem beijar!   Praias de areia branca e fina, Bela bonina, de encantar… Que se vê no rosto do menino e da menina, Que com a areia vão brincar!

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  Mar, por vezes leão, que parece que nos vai devorar, Mas, se estivermos tristes, é a olhar para ele  Que podemos pensar e sonhar! 2439686 Mar belo e intemporal. Mar bom, mar cão…. Mar que nos desperta os sentidos do Coração. https://www.youtube.com/watch?v=BHpx13ZJmw0   Cidade das palafíticas construções, Palheiros de madeira,  Poucos,quase todos em condições.

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Para quem quiser em Esmoriz, pernoitar,

No Verão tem casas para alugar.

Para dormir há também o Parque de Campismo,

Lugar cheio de dinamismo.

Quem  não preferir, o contacto com a natureza,

no Hotel La Fontaine, ficará bem com certeza.

sem nome

Para os amantes do surf,

que queiram cá ficar, 

Aconselho o Esmoriz Surfivor Camp,

um bom local a visitar!

Esmoriz,também do Buçaquinho,

que divide com Cortegaça, um parque sustentável que veio dar o ar da sua graça! Um parque muito diferente e digno de ser visitado Digno de louvor e digno de ser divulgado! https://www.youtube.com/watch?v=xEQzSUPHlfg 1005985 498454233570605 2083566900 n Esmoriz, terra outrora de tanoaria, No rosto, os suor – no malho, a sabedoria! Nos barris, a experiência e o saber fazer, Para o bom vinho, proteger! Outrora, tantos barris, se faziam Para o Vinho do Porto acomodar, Mas os tempos são outros: há que inovar! Hoje, procuram-se formas modernas para sobreviver. Aposta-se no empreendedorismo e inovação Para ser uma tábua de salvação. https://www.facebook.com/pages/Museu-da-Tanoaria-de-Esmoriz/220396678129612?fref=ts

 1450117 545875172165305 294354286 n

Esmoriz, das igrejas e de uma bela capela, Que não há quem mais a tenha: A nossa capela da Penha.

Capela de Nossa Senhora da Penha 1

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  Esmoriz, cidade tão esquecida, Cansada de promessas, de povo  simples e laborioso  Esmoriz, de gente ilustre e povo ditoso. Com muito para dar, Esmoriz, é também o povo: E não só a natureza, a praia e o mar!   Venha, ver as belezas, Que Esmoriz tem para mostrar, DE certeza que mais tarde, Com saudade, irão recordar!

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No reino da Imaginação nas asas de um Dragão

13 de Novembro de 2019 by Ana Amélia Ferreira Roxo

Era uma vez…

Era uma vez uma menina, com olhos de encantar, cheios de lágrimas mas com vontade de sonhar. Tinha os cabelos que lembravam as ondas do mar, presos por fitas de cores de espantar.

Tinha os olhos e os cabelos negros como a noite a cair e uma boquinha vermelha sempre a sorrir.

Ela chorava porque achava que não podia voar, mas esquecia-se que para isso bastava imaginar.era uma vez um dragão

Sentada debaixo da árvore onde costumava brincar, a menina invejava as aves que sabiam voar.

E lá bem longe na sua imaginação a menina sonhava ser mais do que um avião.

Sonhava ser ave alada, para voar pela noite, pelo dia e também pela madrugada.

A menina bonita de sorriso rasgado, um dia, debaixo do seu pinheiro encantado… Encontrou um dragão a dormir descansado.

E, quando ele acordou, disse:

-Boa noite, Senhor Dragão, como deve ser diferente o mundo lá em cima deste aqui no chão.

O Dragão chamado Julião, respondeu, à menina:

– Tens razão menina dos olhos de luz, mas podes voar nas minhas asas, que sou eu que te conduz…

E o Dragão Julião continuou:

– Menina dos olhos tristes, eu sei porque choras… Mas, anda, sobe para as minhas costas sem demoras.

– Sobe, menina, não precisas das tuas asas para sonhar, precisas é de quem as tenha e te possa nelas levar.

A menina, então retorquiu:

– Como se chama Senhor Dragão? E, por que não me mostra o mundo e depois me volta a por aqui no chão?

– Eu chamo-me Julião e o mundo é também lá em cima naquela imensidão. Não precisas de asas tuas, não precisas de avião. Basta voares comigo que eu sou a tua imaginação.

– Muito bem, Senhor Julião – leve-me a voar pela minha imaginação.

Lá foi a menina do sorriso rasgado conhecer a imaginação naquele ser alado.

E lá foram os dois à aventura pelos mundos sem fim…colorindo a vida em aromas de jasmim. Era o doce perfume da aventura e do sonhar, a ânsia por um mundo a explorar.

Viram mais dragões, aves, unicórnios e todos os animais imaginários viajando por diferentes mundos de seres lendários.

As viagens nem sempre correram bem, mas o que interessa é que imaginação se mantém.

Viram crianças – doces infantes, terras belas repletas de diamantes.

Conheceram culturas, terras diferentes e até animais sem dentes.

Para imaginar bastava sonhar e nem sempre era preciso dormir para de novo acordar.

Era um mundo bonito tão cheio de belezas, que até esqueciam as asperezas.

– Ah, que beleza – pensava a menina. Eu passava a vida a chorar, não percebendo que do bom da vida, também faz parte sonhar e imaginar. Que tola que fui, se tinha a beleza à minha frente e não me deixei logo levar pela corrente!

O Dragão Julião, que lia os pensamentos, só lhe disse que com a imaginação não passava tormentos. Mas também disse à menina:

– Anjo de luz, não sonhes só enquanto és criança, porque quando fores grande a imaginação também tem importância.

– Agora, menina, que tens as tuas asas da imaginação está na hora de te colocar no chão. Eu sou a tua imaginação, o teu sonhar. Quando quiseres chama-me para juntos podermos viajar.

Neste mundo difícil, que o é, pois então, nunca nos esqueçamos do poder da imaginação.

E, uma pergunta, certamente estão a fazer, como chama esta menina – heroína a valer?

Pois, caro leitor grande ou pequeno e já que falamos de imaginação, imagina o nome da menina que a imaginação é um dom!

 

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Isto não é um desabafo. É uma conversa com a minha mente e contigo…

6 de Novembro de 2019 by Magno Neiva

Eu gosto muito de ler – o complexo livro de minhentas páginas, ou a simples notícia de futebol. Adoro ouvir – o som articuladíssimo de uma música intemporal, ou a simpática voz de uma pessoa desconhecida na rua. Amo ver – o filme em que o mais desalmado olhar lacrimeja, ou as sonoras cores que o céu produz num dia de primavera. Vivo para acreditar – naquilo que a imaginação consegue conjugar entre a ficção e o real, ou a semântica que as palavras do dia-a-dia podem ter em nós.

Não me é nada estranho ler, ouvir, ver, viver histórias de desapego pela sociedade em que vivemos – crise e desemprego, sonhos desfeitos, solidão social, emigração forçada, amizades interrompidas, amores distanciados, vidas indefinidas…

É fácil perceber que o cinzento está a transformar-se num negro vincadamente árido, desnudado e frio.

Mas não o temo. Começa a nascer em mim um novo acreditar.

Se li, se ouvi, se vi, se vivi… Então criei ideias, pensamentos, opiniões, decisões, atitudes, valores, realidades. Quero aplica-las. Não me conformo mais com o menos, o razoável, o mediano, o consenso do intermédio.

Quero mais! Quero o sonho! Quero aquilo que desejo!

E cada vez mais me surpreendo! Pois não acredito nem quero a felicidade do dinheiro, carros, casas, carreiras… Sei que são mecanismos artificiais para sobreviver, até um acordar para realmente viver, que se fará num piscar de olhos, que pode ser amanhã, ou no último dia da nossa existência… Mas far-se-á. Porque um dia teremos que realmente viver!

E cada vez acredito mais que nós, crianças irresponsáveis que atrevemo-nos a sonhar para lá da idade dos sonhos, que temos 20 ou 88 anos, e que todo um conjunto de factores decidiu nos colocar neste país, neste momento, nesta decisão, não queremos que nenhuma outra geração alguma vez venha a questionar se querer mais, querer o sonho, querer aquilo que se deseja, é verdadeiramente possível aqui, em casa!

E esse acreditar cresce! E cresce em mim! E cresce em ti! E cresce na sociedade!

Nós estamos a travar a nossa própria guerra civil. E é a guerra da cor.

Se nos deixamos derrotar, o cinzento será mesmo negro, e os sorrisos nunca mais se vislumbrarão.

Se lutarmos, cada um da maneira mais pura que sabe, ora com um grito de protesto, um slogan de indignação, um “não” audível, uma desconstrução de uma ideia pré-concebida na sua moral, uma simples aceitação da diferença por respeito, uma crença na esperança em não baixar os braços, uma sugestão criativa e inovadora… Uma simples palavra de alento dita apenas como desabafo… Talvez o cinzento se misture. E venha o verde, o vermelho, o azul, o amarelo…

E as cores retornem para nunca mais nos abandonar!

E a pintura criada seja a perpetuação de um sentimento de união!

E a ficção consiga conjugar-se com a realidade!

E as palavras se transformem em acções das quais nos iremos orgulhar!

Pelo passado, pelo presente e pelo futuro de quem ainda ousa sonhar!

E ele, Madiba, que um dia disse “Às vezes cabe a uma geração a obrigatoriedade de ser genial… Vocês podem ser essa geração!” se orgulhe de nós!

Então. E quê? Sejamo-la! Por ele! Por nós! Pela cor que queremos dar aos nossos sonhos!

http://introducaoaofimdalucidez.blogspot.com/

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Onde a campainha não tocou (tributo a Dustland of Fairytales)

30 de Outubro de 2019 by Magno Neiva

Para ler enquanto se ouve: http://www.youtube.com/watch?v=-3hyrkzFRss
(Com jeitinho e paciência é possível acompanhar o ritmo da letra com a prosa abaixo, conferindo uma nova música sob os mesmos acordes)…

Onde a campainha não tocou (tributo a Dustland of Fairytales):

Uma viagem que afinal nunca sucedeu.

Promessa redentora esquecida da memória.

O tempo passou sem gerir a história.

Ele não se comparava com ninguém conhecido.

Uma mistura de personalidades num fato clássico.

Preto como o escuro do quarto antes da campainha.

Som mágico e trágico.

Ela abriu a porta de olhar sonolento.

Ela não esperava sentir o momento.

E o medo venceu todo o resto.

Manchou o olhar esverdeado com distância.

Marcou o rosto suave com arrogância.

Mascarou o significado das palavras com displicência.

Aconteceu uma vitória do desapego.

Ela sabia que o afecto também ia viajar.

Ele perdeu-se em desculpas sem se explicar.

E a oportunidade passou a silêncio de um segredo.

E assim ficou, oculto sem recordação.

Mas algo continua à procura de explicação.

O relógio continua a contar.

O tempo hiperboliza os quadros.

O desarrufo anuncia um arrebatamento.

Ela reabriu a porta de olhar enternecido.

Ela ansiava pelo instante perdido.

E a redenção era momento sentido.

Manchou o olhar esverdeado com lembrança.

Marcou o rosto suave com esperança.

Mascarou o significado das palavras com cobrança.

E a decisão que nunca aconteceu, acontece por acontecer.

Onde o tempo não acaba.

Onde a memória se adapta.

Onde as princesas são rainhas.

Onde as flores são protegidas.

Onde as prendas são recebidas.

Onde as alegrias são vividas.

Onde a campainha tocou.

Onde a porta abriu.

Onde ele apareceu.

Onde o sonho é verdade.

Agora princesa, não abras a porta.

Pensa em tudo como uma afronta.

Porque o medo venceu sempre.

E o passado não alimenta o presente.

Amanhã tudo terá que recomeçar.

E a campainha nunca tocou.

A viagem nunca aconteceu.

O fato preto era algo para odiar!

Depois de saber toda a componente humana que circunda o universo da música “Dustland of Fairytales”, pareceu-me justo tirar um pouco de tempo da minha vida para criar algo que servisse pelo menos de contributo para de seguida acompanharem a música com os links que deixo.

Escrito por Magno Alexandre em 23 de Outubro de 20133

http://introducaoaofimdalucidez.blogspot.pt/

http://www.youtube.com/watch?v=-3hyrkzFRss

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