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Como se iniciar no mundo da leitura e sobreviver

1 de Janeiro de 2020 by Carla Pinto Coelho

leituraLer é bom e faz bem. É uma afirmação que se toma como verdadeira, porque a maioria assim a reconhece, principalmente aquelas pessoas que parecem ter nascido com um livro nas mãos e vivem de leitura em leitura, de novidade editorial em novidade editorial, como um peixe na água.

Este mundo de zen das leituras pode ser muito irritante para quem não lê, ou para quem não sabe por onde começar a ler, já que parece que todas as suas tentativas de pegar num livro e mergulhar de cabeça esbarram no desânimo e no sentimento de ter escolhido o livro errado, o autor errado, a hora errada, tudo errado.

Sejamos honestos, as pilhas de livros por lerem, as estantes das bibliotecas, as montras das livrarias, podem ser imagens bastantes assustadoras para os candidatos a leitores. É conhecido o desânimo com que muitos dos alunos nacionais encaram a entrada no Secundário e a perspectiva de ter de conhecer, à força das imposições programáticas, Eça de Queirós, Padre António Vieira ou José Saramago.

Perante este cenário que fazer? Pedir a alguém que resuma a história? Descarregar da Internet os resumos salvadores? Passar ao lado de leituras que seriam proveitosas?

Cinco passos podem ser dados para conseguir ser um leitor por excelência.

1. Defina as suas preferências

Se gosta de séries de crime e mistério, os livros policiais podem ser um bom ponto de partida; se é de histórias de amor de que gosta, não faltam opções de romances; mas se a sua praia é mais música, por que não começar por ler as biografias dos seus cantores preferidos?

O importante é saber minimamente quais os tipos de livros que lhe interessam e começar por aí. Com a prática e a curiosidade, pode aventurar-se noutros campos.

Conselho: escolha livros de que goste, para começar.

2. Comece com calma

leituraLer é como correr. Não passa pela cabeça de ninguém, pelo menos alguém são, um dia levantar-se do sofá e decidir calçar as sapatilhas e correr a maratona. Podemos até assumir que seja um pensamento legítimo, mas sabemos que dificilmente esse alguém correrá mais do que uns metros.

Correr implica treino, disciplina, uma alimentação saudável, bom equipamento. Ler, também.

Qualquer pessoa que não tenha lido mais do que a bula dos medicamentos ou o manual de instruções do telemóvel e decida iniciar-se no maravilhoso mundo das leituras por uns Maias, um Memorial do Convento ou um Senhor dos Anéis, vai sentir-se tentado a desistir ao fim de poucas páginas.

Para evitar desistências logo após a linha de partida, não esqueça, os livros de dimensões mais pequenas vão influenciar o seu psicológico, porque lhe darão a sensação de ser uma tarefa mais leve e de tomar menos tempo. Se ficar tentado a desistir, o número reduzido de páginas será um incentivo a continuar.

Conselho: escolha livros de pequena dimensão para começar.

3. Faça um plano de leitura.

Retomemos o exemplo da corrida. Todo o atleta sabe que precisa de um plano rigoroso de treino, a horas certas, quer chova, quer faça sol, quer tenha vontade, quer não tenha, tudo porque o objectivo principal é ficar em forma e ganhar, no dia da competição.

Na leitura, embora não haja uma competição com medalhas e prémios pecuniários à mistura, há a meta do conhecimento, a satisfação de cumprir uma tarefa, a valorização do leitor e enriquecimento que um livro sempre dá.

Por isso, estabeleça um horário para ler, dedique dez minutos diários ao livro de eleição, quer lhe apeteça, quer não, sem desistir. Notará ao fim de um tempo que esses dez minutos de sofrimento se transformar;ao em horas de leitura agradável e difícil será pôr o livro de parte, para continuar outras tarefas igualmente dignas, como dormir, por exemplo.

Conselho: estabeleça um horário de leitura e cumpra-o.

4. Prepare-se para a leitura

Siga o conselho de Italo Calvino e estenda as indicações do autor, em relação ao seu próprio livro, a todos os livros que ler.

Estás a começar a ler o novo romance Se numa noite de Inverno um viajante de Italo Calvino. Descontrai-te. Recolhe-te. Afasta de ti todos os outros pensamentos. Deixa esfumar-se no indistinto o mundo que te rodeia. A porta é melhor fechá-la; lá dentro a televisão está sempre acesa. Diz aos outros: “Estou a ler! Não quero que me incomodem!”. Não devem ter-te ouvido, com aquele barulho todo; fala mais alto, grita: “Estou a começar a ler o novo romance de Italo Calvino!” Ou se não quiseres não digas nada; esperemos que te deixem em paz. (ler mais)

Conselho: siga um ritual de preparação.

5. Tome nota dos seus direitos

Daniel Pennac, escritor francês e professor, sabe quão difícil é conseguir motivação para a leitura. Foi a pensar nisso que apontou dez direitos que todo e qualquer leitor deve ter em mente na hora de abrir um livro.

Os Direitos Inalienáveis do Leitor (Daniel Pennac)

1 O Direito de Não Ler

2 O Direito de Saltar Páginas

3 O Direito de Não Acabar Um Livro

4 O Direito de Reler

5 O Direito de Ler Não Importa o Quê

6 O Direito de Amar os «Heróis» dos Romances

7 O Direito de Ler Não Importa Onde

8 O Direito de Saltar de Livro em Livro

9 O Direito de Ler em Voz Alta

10 O Direito de Não Falar do Que se Leu

in Pennac, Daniel (1993). Como um Romance. Porto: Edições Asa.

Conselho: conheça as regras e sinta-se livre para as quebrar.

Agora que tem um plano traçado, o livro certo à mão, o local ideal e o conforto de saber que pode desistir e começar tudo do início, relaxe e leia.

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Andanças nortenhas – do Minho montanhoso à praia

10 de Agosto de 2019 by João Rodrigues

Está farto das enchentes algarvias? Não aprecia neve na Serra da Estrela? Quer fugir das zonas costeiras mais batidas? Porque não fazer um desvio até ao Minho? Esta região alia montanha à praia, algo que o português gosta especialmente. Se está a matutar que não existe alojamento de qualidade por ser uma região mais rural, pesquise no sítio www.maisturismo.pt.

NA FRONTEIRA COM ESPANHA, SEGUINDO O CURSO DO RIO MINHO

Para início de visita, podem começar pelo litoral. No concelho de Caminha, situa-se a foz do rio Minho e as praias de Moledo e Vila Praia de Âncora. Refira-se como curiosidade, o festival de música de Vilar de Mouros, percursor dos outros festivais “rurais” portugueses.

Segue-se Vila Nova de Cerveira, conhecida internacionalmente pelas bienais de arte. Continuem para Valença, afamada pela fortaleza que circunda o núcleo urbano antigo. Monção é a próxima edilidade, onde é possível visitar o palácio da Brejoeira e ficam as termas de Monção. Por fim chega-se a Melgaço.

Já ouviram falar no cão de Castro Laboreiro? O nome tem origem na vila de Castro Laboreiro, sede da freguesia do mesmo nome, concelho de Melgaço. Um rio Castro Laboreiro e uma serra de Castro Laboreiro completam a repetição onomástica.

Na freguesia de Castro Laboreiro existe a aldeia habitada a maior altitude em Portugal.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, para quem está no Minho, começa em Melgaço. Compõe-se, entre outras, das serras da Peneda, Soajo e Gerês. Na serra da Peneda encontra-se o Santuário de Nossa Senhora da Peneda. A serra prolonga-se para sul até encontrar a serra do Soajo.

Pertencente ao concelho Arcos de Valdevez, o Soajo é reconhecido pelos típicos espigueiros. Na área de Arcos de Valdevez, existem monumentos megaliticos (dolmenes e mamoas) e vestígios de castros. Pesquisando por alojamento no município de Arcos de Valdevez, o resultado é o desta ligação.

MONUMENTOS, COMIDA E VINHO VERDE

No Minho situa-se a Região Demarcada dos Vinhos Verdes, apanhando algumas das edilidades mencionadas neste texto. A área de produção do vinho verde prolonga-se para o distrito do Porto. Quem tiver curiosidade pode começar uma procura pelo sítio na internet www.vinhoverde.pt e fazer uma junção entre visitar monumentos históricos e quintas produtoras da bebida. Tem diversas propostas e ideias de rotas para passeios e visitas naquela página.

Nas vilas minhotas, por serem antigas, existem monumentos como igrejas, fortificações e palácios de diversas épocas históricas (dos quais alguns foram mencionados neste texto) e vestígios arqueológicos.Quanto à gastronomia minhota, nas localidades junto aos rios existe lampreia e sável, dos quais são preparados vários pratos. Em Caminha há pratos confeccionados com peixe de mar. Outro prato comum é o sarrabulho.

Consultando os sítios na internet das câmaras municipais encontram mais informações sobre monumentos a visitar por exemplo. Fica à escolha do freguês. Neste texto estão algumas indicações básicas.

 

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Museu Nacional de Soares dos Reis – resumo pela história

13 de Julho de 2019 by olinda de freitas

A Fundação do Museu Nacional de Soares dos Reis

O Museu Nacional de Soares dos Reis, fundado em 1833 no calor do liberalismo, é o primeiro museu público de arte do país.

Com a designação de Museu Portuense de Pinturas e Estampas, instalou-se no Convento de Santo António (Jardim de S. Lázaro) sob direcção do pintor João Baptista Ribeiro que seguia um programa cultural e pedagógico inovador de apoio aos artistas da Academia Portuense de Belas Artes e, igualmente, divulgação da arte mediante a organização de exposições públicas.

Em 1839, o acervo do Museu transitou para a direcção da Academia Portuense de Belas-Artes – o que levou a um fortalecimento da relação entre o museu e o ensino artístico neste século.

A galeria de S. Lázaro organizava exposições trienais que resultaram na reunião de pintura e escultura do Porto oitocentista. Esta colecção é hoje uma das partes mais consistentes do património do Museu Nacional de Soares dos Reis, onde se encontra documentado o retrato, os costumes e a paisagem de influência naturalista.

Durante o Estado Novo

Com o Estado Novo, valorizou-se a conservação do património e acentuou-se o papel do museu como lugar de memória de toda uma nação que se queria forte e coesa. É neste sentido que, em 1932, o museu centenário adquire o estatuto de Museu Nacional, o que lhe viria a proporcionar a independência face à tutela académica e expansão patrimonial.

A partir da década de sessenta

Dos anos sessenta até à actualidade têm vindo a registar-se esforços no sentido do incremento das relações com o público. De notar que aquela época ficou marcada pela realização de experiências inovadoras nos domínios da divulgação cultural, com a realização de exposições temporárias e a acção educativa.

Após o 25 de Abril

A dinâmica revolucionária do 25 de Abril de 1974 traduziu-se em novos apelos aos artistas jovens deixando-se, em definitivo, para trás uma óptica coleccionista e propondo-se a abertura do espaço fechado do museu clássico a uma nova arte e a um novo público que gerasse vitalidade e dinamismo.

Refira-se que em meados de 1970 a colaboração do Museu com o Centro de Arte Contemporânea (C.A.C.), avançou para o Museu Nacional de Arte Moderna, actual Fundação de Serralves – documentando uma época que pôs em causa, definitivamente, o carácter conservador e tradicional da instituição museológica.

Hoje

A última década do século XX, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, assinala o projecto de remodelação do Museu Nacional de Soares dos Reis, da autoria do arquitecto portuense Fernando Távora, tendo como objectivo melhorar a exposição permanente e o alargamento dos espaços de reserva, assim como a criação de áreas de exposições temporárias, auditório, zonas de lazer e serviços.

A preservação e o estudo das colecções, a divulgação cultural e a actividade do serviço de educação, com apoio de uma sala multimédia, fornecem um novo enquadramento em matéria da salvaguarda do património e da acção educativa do Museu Nacional de Soares dos Reis.

Fonte da imagem

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Conservação de Livros muito Antigos: Tempo e Vontade

27 de Maio de 2019 by Mariana Carvalho

Conservar livros antigos é como dialogar com o passado, escutando as histórias que o tempo sussurra nas suas páginas desgastadas. Estas obras, testemunhos de épocas longínquas, trazem consigo não só palavras, mas fragilidades que exigem um cuidado terno e meticuloso. O papel, muitas vezes de má qualidade e carregado de químicos agressivos, é vítima de humidade, variações de temperatura e outros desafios do ambiente.

Reverter os danos do tempo? Esse é um trabalho para especialistas. Contudo, há gestos de conservação que qualquer amante de livros pode adotar na sua biblioteca, preservando a memória que eles carregam.

Como cuidar de livros muito antigos?

Antes de tudo, a prevenção é a melhor aliada. Não se trata apenas de cuidar dos livros, mas também do espaço que os acolhe. Uma biblioteca saudável é bem higienizada, preferencialmente equipada com estantes de aço, mais resistentes e menos propensas a atrair pragas como as de madeira.

O início do ritual: proteção e limpeza

Adquira máscara e luvas, pois a segurança vem primeiro. Fungos e poeiras acumuladas podem ser um risco para a saúde. Abra as janelas, permita que o ar circule e retire os livros das prateleiras. Limpe as superfícies com um pano levemente húmido, para apanhar o pó sem o espalhar. Cada livro, depois, merece a sua vez: use um pincel grande e macio para limpar página por página, respeitando a fragilidade do papel.

Aviso solene: aspiradores são inimigos mortais das folhas antigas. Usá-los é decretar o fim das páginas mais frágeis!

E os cortes dos livros?

Os cortes – as laterais visíveis quando o livro está fechado – são ímanes naturais para pó e detritos. Use um pano de flanela branco, que captura bem o pó, ou um pincel fino e macio, cuidando para que o pó não penetre nas páginas. Caso detete manchas ou sinais de insetos, recorra a uma lixa muito fina. Movimentos suaves são a chave para não ferir os cortes. Sempre proteja as capas durante este processo.

Cuidar de capas e lombadas de couro

Nos livros antigos, as capas e lombadas são muitas vezes revestidas de couro, um material nobre que merece atenção especial. Após retirar o pó com uma flanela seca, aplique cera de abelha com movimentos circulares, usando os dedos. Deixe os livros em pé, ligeiramente abertos, para permitir que a cera assente. No dia seguinte, dê-lhes brilho e remova qualquer excesso de cera.

Atenção ao detalhe: livros com impressões douradas não devem ser cobertos de cera. Para eles, opte sempre por uma cera incolor e aplique com extremo cuidado.

O ambiente ideal: um refúgio para a memória

Climatizar a biblioteca pessoal é um investimento na longevidade das obras. As condições ideais para a conservação situam-se entre os 18 e os 20 graus Celsius, com uma humidade relativa de 50% a 60%. Um ambiente estável é crucial para evitar deformações no papel e danos estruturais.

A luz, por sua vez, é inimiga insidiosa. Tanto a luz solar quanto a artificial aceleram a oxidação da celulose no papel, contribuindo para a deterioração. Verifique como a luz incide na sua biblioteca e reduza ao máximo a sua exposição direta.

Evite sobrecarga e danos

Prateleiras abarrotadas não só dificultam o manuseio como aumentam o risco de danos. Ao retirar ou reposicionar livros em estantes lotadas, é fácil rasgar capas ou quebrar lombadas frágeis. Mantenha espaço suficiente entre os volumes para permitir o acesso seguro.

O que a conservação pede de si

Conservar livros antigos é um ato de paciência, dedicação e amor ao conhecimento. Entre pincéis, panos de flanela e cera, o verdadeiro ingrediente é a vontade de mergulhar no papel e no tempo. Munido destes cuidados, estará não só a preservar objetos, mas também a proteger histórias e memórias que atravessam gerações.

Conservar livros muitos antigos é um trabalho muito detalhado e longo. Prepare-se bem: proteja-se do pó e faça-se munir de pincéis e panos de flanela, cera e muita, enorme, vontade de ficar entre o papel!

Fonte da imagem

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As Bibliotecas na História – ou a história delas

15 de Maio de 2019 by olinda de freitas

As bibliotecas já não são o que eram: são, têm vindo a ser, melhores. As primeiras, materializadas em placas de argila, onde se registavam contas de templos e de trocas comerciais, datam de há 3000 anos Antes de Cristo e são relíquias que apenas servem para nos fazer lembrar que nem sempre foi assim como é hoje: o livro, um mundo, liberdade, ao alcance de todos.

E, o que seria das bibliotecas, se não tivesse sido inventada a imprensa?

Ainda sou pelo tradicional conceito de livro – onde há o toque e o cheiro e a timidez do olhar nas letras enquanto não nos fazem nelas confiar para continuarmos até à última página. E você?

A primeira das bibliotecas pública de que há conhecimento localizava-se em Atenas e constituía, na graciosa Grécia clássica, além de consulta de manuscritos, local de encontros para discussão e elaboração de projectos. Na história ficou igualmente a biblioteca de Alexandria – espaço com milhares de rolos para leitura, oficina de copistas ou amanuenses e arquivo de documentação oficial. Mas terão sido os Romanos os primeiros a fazerem das bibliotecas públicas instrumentos de dominação intelectual – propagando-se, assim, as bibliotecas particulares como símbolos de riqueza e prestígio -, uma moda.

Foi nesta época que os copistas começaram a surgir em massa – trabalho desempenhado por escravos – assim como os Codex em pergaminho que substituíram os, até então, rolos de papiro. Seguiram-se guerras e destruições que travaram a expansão das bibliotecas e a concentração dos resquícios manuscritos em mosteiros, conventos e castelos feudais: aqui aqueles eram conservados, copiados, traduzidos e ilustrados mas também monopolizados e tornados inacessíveis ao povo. No mundo Árabe a expansão das bibliotecas foi, durante a idade média, impressionante durante fazendo a delícia de professores e estudantes no reino da matemática, astronomia e filosofia.

Com o surgimento das universidades, na Europa, os livros passam a ser um luxo intelectual, apesar de acorrentados para inibir o roubo, partilhado. O livro reencontra o simbolismo de riqueza e de prestígio – que Gutenberg, esquecê-lo é pecado, em muito contribuiu – na Idade Moderna. Que maravilha. Nascia o primeiro livro impresso que vinha a permitir a transmissão do conhecimento a uma escala nunca antes vista. Apenas, no entanto, no século dezassete as bibliotecas viriam a ser públicas quebrando-se a excepção de frequência aos ditos sábios. É no século dezoito que surgem as bibliotecas nacionais e no século seguinte é fundada a maior biblioteca do mundo, nos EUA, a do Congresso. Aos antigos conceitos e actores do mundo do livro juntavam-se o autor, o impressor, o livreiro, o editor, o bibliotecário e, finalmente livre, o leitor.

Mudaram-se os tempos, assim como as vontades e as necessidades: o combate ao analfabetismo e a cada vez maior preocupação com a educação deixaram, de vez, as portas abertas ao livro no século vinte, século que fez desenvolver, e instituir, um novo mundo ao mundo do livro. Nos nossos dias as bibliotecas não possuem apenas um carácter documental e informativo in loco – antes deixaram que o tempo lhes refrescasse as tecnologias e os recursos e, ninguém lá longe alguma vez imaginou, entra-nos casa adentro, espaço físico superado, por via virtual. Hoje é possível acedermos a bibliotecas virtuais e digitais sem termos, sequer, de nos deslocar. Faremos ideia de como será num futuro mais distante? Talvez nessa altura os cérebros já estarão apetrechados, ritual simultâneo com o corte do cordão umbilical, com uma memória ram onde estará toda a informação disponível para download.

(esta artigo está escrito ao abrigo da antiga ortografia)

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O Recomeço do Ano Escolar nos dias de hoje

8 de Março de 2019 by

Logo que se inicia o mês de Setembro regressa à memória de todos os jovens a obrigatoriedade de regressar à escola, às actividades e quase sempre à prática do desporto.

A organização familiar começa por saber quais os horários da escola para depois iniciar uma busca desmesurada sobre como ocupar o tempo dos mais novos, embora por vezes, sem haver uma conversa anterior sobre como ocupar estes tempos.

Pois, o que de facto interessa em termos familiares, é que os jovens tenham todo o tempo ocupado, a escolha começa por se deter com a vertente financeira de cada uma das actividades e rapidamente os jovens vêem o seu tempo ocupado entre o horário escolar, as actividades extra-escolares, o tempo para estudar e…onde está o tempo para brincar, no caso dos mais pequenos e no que diz respeito aos adolescentes onde fica o tempo para conversar com os familiares, até mesmo tempo para não fazer nada, apenas pensar !

Nos dias de hoje a vida é de tal forma preenchida com as necessidades que os pais têm de manter o trabalho, manter a estabilidade financeira, que se esquecem que temos de dar tempo aos jovens para o seu próprio tempo, temos de deixar espaço para as actividades próprias de cada idade, temos de deixar espaço para a convivência familiar, temos de conseguir ter esse tempo !

A nossa juventude está, de tal forma, invadida por tanta informação que começam a nao ter espaço para a processar, esquecem que existem outros interesses, tais como, conviver com a Família.

A companhia dos Pais e Familiares é um dos vectores mais importantes no crescimento de uma criança e deve ser tomado em conta nestes dias conturbados da nossa sociedade, os valores para uma existência tranquila são passados pela convivência com as gerações mais idosas, visitar os Familiares mais idosos, ouvir as suas histórias são essenciais no desenvolvimento da personalidade dos nossos adolescentes.

Um passeio, por pequeno que seja, pode ser o elixir para que o relacionamento entre os jovens adolescentes e os seus Pais seja mais forte, saber o que pensa o adolescente e proporcionar a este saber quais os pensamentos dos seus Pais, basta por vezes 10 minutos para que uma simples conversa mude o Humor e o bem estar de uma Família.

Com a velocidade em que vivemos nem nos apercebemos que um pouco de tempo, pode fazer a diferença há que repensar a estratégia de educar os nossos jovens.  

 

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