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Artes & Artes

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A minha bela terra.., princesa que beija o mar

4 de Dezembro de 2019 by Ana Amélia Ferreira Roxo

1472095 567249000024461 564503775 nUma Princesa à beira-mar

Uma terra plantada à beira mar, Cidade pequena, sereia de encantar… Quase perdida no concelho de Ovar! Terra de povo laborioso e hospitaleiro, Pérola em bruto do distrito de Aveiro. Cidade à tanoaria, ligada Arte, que está quase parada. Terra de natureza e poesia, Com perfume inebriante a maresia. Terra que mais conhecida, devia ser… Pois tem qualidades de enaltecer.    Barrinha, que te ergues tão bela,  Da Rede Natura 2000, mas tão esquecida, Pérola desta cidade, à espera de ser despoluída. Fartos, andamos de promessas por cumprir: Queremos é que amanhã o futuro seja a sorrir! Maravilhoso ecossistema que da Rede Natura Dois Mil, faz parte Quadro traçado a natureza: obra de arte!… Ai, Barrinha dos tempos ancestrais Dos passeios de gaivota…da limpidez das águas, Que eu nunca vi, e espero que não seja para não ver jamais . Barrinha que te estendes bela e albergas aves diversas,  És uma bela menina, mesmo, que por vezes, não pareças. Ai, Barrinha, barrinha, do meu coração!…. Ainda tens muito para dar, Muito para brilhar, mas uma oportunidade de devem dar. Fauna e flora únicas, que têm de se preservar, Para que não sigas suja, quando o teu amante vais beijar Para que vás ainda mais bela ter com o mar!   579259 557412197674808 139064693 n Esmoriz, terra de praia e de mar, De floresta com aves a cantar, Nas belas praias de Esmoriz, A espuma  do mar, nos vem beijar!   Praias de areia branca e fina, Bela bonina, de encantar… Que se vê no rosto do menino e da menina, Que com a areia vão brincar!

Esmoriz 3

  Mar, por vezes leão, que parece que nos vai devorar, Mas, se estivermos tristes, é a olhar para ele  Que podemos pensar e sonhar! 2439686 Mar belo e intemporal. Mar bom, mar cão…. Mar que nos desperta os sentidos do Coração. https://www.youtube.com/watch?v=BHpx13ZJmw0   Cidade das palafíticas construções, Palheiros de madeira,  Poucos,quase todos em condições.

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Para quem quiser em Esmoriz, pernoitar,

No Verão tem casas para alugar.

Para dormir há também o Parque de Campismo,

Lugar cheio de dinamismo.

Quem  não preferir, o contacto com a natureza,

no Hotel La Fontaine, ficará bem com certeza.

sem nome

Para os amantes do surf,

que queiram cá ficar, 

Aconselho o Esmoriz Surfivor Camp,

um bom local a visitar!

Esmoriz,também do Buçaquinho,

que divide com Cortegaça, um parque sustentável que veio dar o ar da sua graça! Um parque muito diferente e digno de ser visitado Digno de louvor e digno de ser divulgado! https://www.youtube.com/watch?v=xEQzSUPHlfg 1005985 498454233570605 2083566900 n Esmoriz, terra outrora de tanoaria, No rosto, os suor – no malho, a sabedoria! Nos barris, a experiência e o saber fazer, Para o bom vinho, proteger! Outrora, tantos barris, se faziam Para o Vinho do Porto acomodar, Mas os tempos são outros: há que inovar! Hoje, procuram-se formas modernas para sobreviver. Aposta-se no empreendedorismo e inovação Para ser uma tábua de salvação. https://www.facebook.com/pages/Museu-da-Tanoaria-de-Esmoriz/220396678129612?fref=ts

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Esmoriz, das igrejas e de uma bela capela, Que não há quem mais a tenha: A nossa capela da Penha.

Capela de Nossa Senhora da Penha 1

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  Esmoriz, cidade tão esquecida, Cansada de promessas, de povo  simples e laborioso  Esmoriz, de gente ilustre e povo ditoso. Com muito para dar, Esmoriz, é também o povo: E não só a natureza, a praia e o mar!   Venha, ver as belezas, Que Esmoriz tem para mostrar, DE certeza que mais tarde, Com saudade, irão recordar!

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Arquivado em:Atividades literárias Marcados com:actividades culturais, actividades literárias, agências de viagem, alojamento, alojamento mobilado para turistas, campos de férias, confusao mental, criação literária, escrita, estabelecimentos hoteleiros sem restaurante, Europa, locais de alojamento, locais de alojamento de curta duração, operadores turísticos, parques de campismo, parques de caravanismo, sociedade, Trabalho

Andanças nortenhas – do Minho montanhoso à praia

10 de Agosto de 2019 by João Rodrigues

Está farto das enchentes algarvias? Não aprecia neve na Serra da Estrela? Quer fugir das zonas costeiras mais batidas? Porque não fazer um desvio até ao Minho? Esta região alia montanha à praia, algo que o português gosta especialmente. Se está a matutar que não existe alojamento de qualidade por ser uma região mais rural, pesquise no sítio www.maisturismo.pt.

NA FRONTEIRA COM ESPANHA, SEGUINDO O CURSO DO RIO MINHO

Para início de visita, podem começar pelo litoral. No concelho de Caminha, situa-se a foz do rio Minho e as praias de Moledo e Vila Praia de Âncora. Refira-se como curiosidade, o festival de música de Vilar de Mouros, percursor dos outros festivais “rurais” portugueses.

Segue-se Vila Nova de Cerveira, conhecida internacionalmente pelas bienais de arte. Continuem para Valença, afamada pela fortaleza que circunda o núcleo urbano antigo. Monção é a próxima edilidade, onde é possível visitar o palácio da Brejoeira e ficam as termas de Monção. Por fim chega-se a Melgaço.

Já ouviram falar no cão de Castro Laboreiro? O nome tem origem na vila de Castro Laboreiro, sede da freguesia do mesmo nome, concelho de Melgaço. Um rio Castro Laboreiro e uma serra de Castro Laboreiro completam a repetição onomástica.

Na freguesia de Castro Laboreiro existe a aldeia habitada a maior altitude em Portugal.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês, para quem está no Minho, começa em Melgaço. Compõe-se, entre outras, das serras da Peneda, Soajo e Gerês. Na serra da Peneda encontra-se o Santuário de Nossa Senhora da Peneda. A serra prolonga-se para sul até encontrar a serra do Soajo.

Pertencente ao concelho Arcos de Valdevez, o Soajo é reconhecido pelos típicos espigueiros. Na área de Arcos de Valdevez, existem monumentos megaliticos (dolmenes e mamoas) e vestígios de castros. Pesquisando por alojamento no município de Arcos de Valdevez, o resultado é o desta ligação.

MONUMENTOS, COMIDA E VINHO VERDE

No Minho situa-se a Região Demarcada dos Vinhos Verdes, apanhando algumas das edilidades mencionadas neste texto. A área de produção do vinho verde prolonga-se para o distrito do Porto. Quem tiver curiosidade pode começar uma procura pelo sítio na internet www.vinhoverde.pt e fazer uma junção entre visitar monumentos históricos e quintas produtoras da bebida. Tem diversas propostas e ideias de rotas para passeios e visitas naquela página.

Nas vilas minhotas, por serem antigas, existem monumentos como igrejas, fortificações e palácios de diversas épocas históricas (dos quais alguns foram mencionados neste texto) e vestígios arqueológicos.Quanto à gastronomia minhota, nas localidades junto aos rios existe lampreia e sável, dos quais são preparados vários pratos. Em Caminha há pratos confeccionados com peixe de mar. Outro prato comum é o sarrabulho.

Consultando os sítios na internet das câmaras municipais encontram mais informações sobre monumentos a visitar por exemplo. Fica à escolha do freguês. Neste texto estão algumas indicações básicas.

 

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Sonâmbula Escrita em Terra de Voz, Mia Couto

30 de Janeiro de 2019 by olinda de freitas

Em Terra Sonâmbula,

Mia Couto vai alternando duas narrativas, e é por isso que todos o capítulos têm duas partes: na primeira ouvimos contar de Tuahir e Muidinga; e na segunda ouvimos em alta voz um dos cadernos de Kindzu. Há, portanto, neste romance, um texto com outro texto por dentro. Há uma espécie de magia explorada entre as narrativas, palavra e terra ou terra e palavra como se lavrar e tratar da terra para produzir fosse, e é, escrever. Maravilhoso Mia Couto.

Construção do Romance

mia coutoMia Couto vai, palavra a palavra, ideia a ideia, em metalinguística, construindo o seu – o nosso – romance, em intertexto de oralidade, o autor serve-se, e tão bem, de tradições orais africanas mas também daquilo que é narrar por cima da guerra. Há quem diga que Mia Couto não escreveu um romance – mas antes uma sucessão de contos e provérbios tendo como pano de fundo o horror da guerra.

O que importa?

Não importa a forma, as origens, as inspirações – tampouco as dores dos observados e a do observador. Importa, isso sim, na narrativa cheia de narrativas de Em Terra Sonâmbula, a emoção das palavras e das imagens que Mia Couto faz o favor de nos ofertar.

São imagens com cheiro e palavras que, cheirando, forçam-nos a serem cheiradas. A atribuição de poderes à palavra pode bem ser entendida, como referem Ana Mafalda Leite e Gilberto Matusse, como a encenação das dimensões e das funções práticas características da palavra nas tradições orais africanas.

Passagem por Rousseau

Rousseau defende a tese de que as línguas não têm como causa a necessidade, mas as paixões. A primeira língua seria, sugere o filósofo, figurada, onomatopaica, vocal, em nada diferente do canto. A evolução das línguas, que as reduz à submissão da necessidade, faz com que se tornem monótonas e cheias de consoantes. A escrita alfabética vem coroar este processo de racionalização das línguas. Neste raciocínio, a escrita coroa e reforça o processo de afastamento das línguas da sua fonte original, o coração.

Logo, a escrita e suas instituições afectam, portanto, negativamente as línguas. De um lado, definindo a civilização, temos a academia, as línguas escritas, a razão; de outro lado, configurando o estado natural, temos liberdade, canto, coração. Opõe-se racionalidade a irracionalidade, atribuindo-se artificialidade àquela e autenticidade a esta.

Oralidade, pois

Não estará, então, explicada a preciosa oralidade que Mia Couto usa e abusa para narrar a tradição africana? E o canto? Não será a música a mais limpa forma de oralidade e de comunicação selvagem? A voz liga-se, portanto, à fruição, enquanto que a escrita estará relacionada com a racionalização.

O texto escrito aparece como inevitavelmente destituído da capacidade de abordar a “complexidade das forças do desejo”, sendo a enunciação oral “quase perfeita”, pois culmina no canto.

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