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Cascais – A encantadora e pitoresca Vila de Cascais

4 de Setembro de 2019 by

É indiferente se estamos no pico do Verão ou se pelo contrário o tempo está frio e chuvoso…um passeio à encantadora Vila de Cascais é sempre presenteador de uma paisagem sublime.

O trajecto para chegar a esta idílica Vila só pode ser pela emblemática estrada marginal, onde o mar sempre nos acompanha, cheio de maravilhosas surpresas diariamente diferentes.

No final desta igualmente fantástica estrada chega a paisagem linda da entrada da Vila, a sua marina e alguns dos seus tão pitorescos edifícios, construções do início do século XX, muitas delas ainda habitadas por Famílias locais.

Precisamos de nos deter sobre as suas ruelas para que o espírito pitoresco nos envolva a alma e nos deixe ser embalados pela delicadeza das suas casas típicas, das suas ruelas estreitas, das suas sempre presentes actividades de rua.

As pessoas aqui, em Cascais, são diferentes, talvez a proximidade do mar lhes dê um ar mais descontraído, simples e simpático, quando caminhamos pelas suas ruas, em qualquer momento nos deparamos com pessoas das mais diversas nacionalidades que aqui vêm para desfrutar deste belo lugar.

Os Cascalenses têm gosto nesta sua vila, neste ambiente que proporciona um bem estar enorme a quem nos visita, daí a boa disposição, a simpatia que encontramos em cada um dos habitantes desta vila.

Temos de valorizar a enorme oferta ao nível da restauração, tanto podemos optar por uma refeição simples como por deliciosos manjares, a escolha está ao dispor de todos, como dizia no início não importa a época do ano para que num breve passeio pela vila verificamos que todos os restaurantes se encontram com muitos clientes, tanto os sempre presentes estrangeiros como nacionais e desfrutando de fantásticas esplanadas.

É obrigatório continuar caminho pela maravilhosa estrada do Guincho, que nos leva a uma das parias mails lindas do planeta, o mar sempre nos acompanha e sempre nos leva para paisagens indescritíveis e paradisíacas.

Este caminho ladeado pelo sempre impenetrável mar, com as suas surpresas e caprichos tem como pano de fundo a paisagem da Serra de Sintra, mais um espelho da verdejante paisagem desta zona e que vem tornar ainda mais encantador esta nossa Vila de Cascais.

A chegada à praia do Guincho é encher o nosso espírito de boa energia, é sermos levados para uma viagem de inesperadas sensações, de confronto com uma paisagem que nos prende em qualquer momento do dia, do ano, enfim…sempre.

Ter o privilégio de tomar um banho de mar nestas águas límpidas é sem sombra de dúvida o melhor elixir que nos pode ser ofertado pela Mãe Natureza, sentir a doçura do calor do sol da praia do Guincho, é… incomparável !

Ter a oportunidade de fazer este passeio e deter-se nestas paragens, é seguramente um dos atributos mais belos que podemos usufruir neste nosso belo planeta.

 

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Touros: uma tradição com “cultura” e “amor”

4 de Abril de 2019 by Sónia Vieira

Touradas

Tenho para comigo que este tema, tão polémico quanto importante, terá um dia um fim. Assim como clamo e anseio pelo fim do martírio incutido aos touros em praça pública, nas garraiadas, no touro à corda, nas largadas e afins, em qualquer parte do mundo.

Quem se debruça sobre o tema, pode muito bem acrescentar, para além dos touros, os burros, os cavalos e os cães.

Ao que parece e, tal como o algodão, as imagens não enganam, pois agora já tudo serve para alegrar o povo, especialmente em tempo de crise. Verdadeiras “touradas”!

Já dizia o outro, dêem-lhes “pão e circo” e veremos como andam mansos e contentes! Na Antiga Roma era assim e funcionava.

Ah, como funcionava! Tenho as minhas reservas se no futuro continuará a funcionar…

Os Touros e a tradição

Não restam dúvidas que, em tempos mais remotos, esta prática tão ancestral, imperiosamente denominada de tradição (a demonstração de bravura de animais e igualmente humanos nas arenas), se alimentou do simples e puro prazer de ver a agonia e o digladio entre seres, revelando como a maldade e a perversidade ilimitadas faziam as delícias de quem aplaudia e vociferava freneticamente nas bancadas, movidos por uma bestialidade extraordinária.

Mas também isto não é novidade, falo obviamente da desumanidade imanente ao ser humano, tão sublime e bárbara quanto inigualável.

Se outrora essas bancadas se enchiam para ver o sangue jorrar e todos rejubilavam com imagens hediondas, volvidos mais de 1.500 anos d.C., os seres humanos foram salvos das arenas porque as mentes mostraram vontade de mudança.

Já não é assim tão mau!

Ainda assim, “a procissão vai no adro” no que concerne aos animais, e eu gostava que ela já estivesse a terminar! Afinal, vou repetir, passaram-se mais de 1.500 anos!!!

Efectivamente já não se lançam as pessoas às feras, já não há gladiadores, já não se imola, chicoteia e empala em praça pública.

Que chatice… Que fantásticas tradições, para acicatar a adrenalina e desviar as atenções, nos dias que hoje correm!

Que espectáculo único! E aposto que as bancadas não estariam tão vazias, pelo menos tão vazias como agora as encontramos, em determinados dias de tourada no nosso querido Portugal.

Calma, não vos quero dar ideias! Até porque estes actos já não são permitidos, nem mesmo como punição dos mais horrendos crimes (como violação, pedofilia, violência doméstica, crimes passionais, etc., etc.), pois, como todos sabemos, violam o mais sagrado dos direitos, a vida humana e a sua dignidade!

Não obstante, imbuídos do nosso sentimento de primazia e arrogância (pois que afinal fomos moldados “à semelhança de deus”) continuamos a considerar legitimo rebaixar, denegrir, mortificar e dominar implacavelmente outros seres que foram igualmente obra divina.

É caso para dizer, “perdoai-lhes Senhor, que eles continuam a não saber o que fazem….”. No caso dos touros, parece que, nem todos os tauromáquicos têm o mesmo entendimento da tradição, sendo mais que muitas as contraditórias justificações para a sua permanência.

Para além das que servem os interesses particulares e económicos, trata-se de “cultura”, de uma “tradição emocionante” de verdadeiro “amor” ao bicho, na qual ele tem oportunidade de mostrar a sua raça tendo a morte como galardão!

Pois é, um “amor” tão grande que o animal até “agradece”, como se pode ver, a humilhação e o destino a que está consagrado! Dito desta forma, quase que parece obra de deus…

O que nos reserva o futuro…

Resta-me tão-somente acreditar que as mentes e as emoções, que ainda não o fizeram, possam evoluir de tal forma que, num futuro muito próximo (pois que eu não quero “ir desta para melhor” sem que tal aconteça!), nas praças de touros se possa servir o bem e não o mal, a vida e não a morte, a alegria e não o sofrimento e que nasça assim uma nova civilização!

Até lá, como ser humano que sei que sou, tenho de continuar com a cabeça baixa e esforçar-me para evitar que a vergonha me consuma.

(imagem retirada de: http://fotos.sapo.pt/olharparaomundo/fotos/?uid=fizkdihjgqdhrldla9fi)

Nota: Texto escrito com a antiga grafia

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