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Só os Jovens podem quebrar… (capítulo 3)

9 de Outubro de 2019 by Magno Neiva

06.45 – Quarta-feira, 15 de Novembro de 2012:

O despertador acorda a radio com um dos hits do momento…

“When food is gone you are my daily need.

When friends are gone.

I know my savior”s love is real. Your love is real

You”ve got the love…”

Mas a noite foi demasiadamente mal passada para a mão não espetar uma valente chapada no botão de “Snooze” e amor ser a última palavra proferida.

Podiam ser tantas outras palavras. Tantas outras músicas. O trânsito. As notícias. Não. Um dia mau parece começar. Um igual ao de ontem? Pior? Melhor? Não interessa muito… Os dias de cão não acabaram para mim.

O meu nome é Artur Ellis. Trabalho dez horas por dia numa central eléctrica! E é horrível! Um trabalho de merda! Tenho que acordar todos os dias neste t-zero nos subúrbios desta cidade semidestruída! E todos os dias a esta hora de merda! E nem o radio sabe escolher uma música menos má…

Tenho trinta e três anos e não sei que posso fazer para a minha vida ser melhor.

Sento-me no balcão de uma pseudo-cozinha com vista para a sala, porque metade dela é mesmo a sala. Nem ligo ao facto de a loiça estar a se acumular de forma preocupante desde que tenha sempre uma malga e uma colher para os cereais mais intragáveis e baratos que um supermercado possa vender, serem regados por um leite de soja – obrigatório devido à minha intolerância à lactose. Merda, também se aplica ao pequeno-almoço.

Hora de me vestir. A merda do fato-macaco castanho cor de merda. Nem sei porque me queixo dele se é uma escolha fácil e que não complica a manhã. Mas é uma merda…

Higiene pessoal é o passo seguinte.

A casa de banho é o que é: Um espaço para largar merda e lavar-me.

Olho de novo para o espelho da farmácia. Barba por fazer e completamente dividida entre pêlos brancos, castanhos, pretos. Dentes ligeiramente amarelados tal a mistura abusiva de café e cigarros. Uma expressão sem sorriso possível, mas vincada em rugas e pontos negros de desleixo. Contudo gosto de colocar um pouco de Nivea para não ficar com a pele demasiado seca.

Apesar do amarelado, escovar os dentes faz parte da rotina também. Com uma pasta de dentes com sabor de merda.

Enquanto a face é trucidada no espelho conforme o movimento da escova, revejo a minha monstruosidade na perfeição simplesmente pela fixação propositada num olhar sem brilho:

Ninguém me conhece. Ninguém se interessa pela minha vida. Sabe pelo que passo. Sabe da minha solidão. Sou um vazio que vive despercebido pela sociedade. Uma história inicial de luta, coragem, amor. E um final de perda, abdicação, traição. Nada me dá prazer na vida que não o sofrimento de ainda a desejar. Ainda sonhar com ela. Ainda ter esperança num dia melhor. Aguento por um amor que não é correspondido.

A merda da escova rasga-me as gengivas ao cuspir espuma com sangue.

Pronto. Tudo está feito.

Hora de sair. Um último olhar para este sítio mais cinzento que a minha própria alma. É a casa que mereço, no fundo. O reflexo de um conformismo que vive para sonhar, sobrevivendo até lá com a dura realidade de respirar.

A porta fecha.

O meu nome é Artur Ellis, e estou na merda!

E o dia ainda mal começou!

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Inteligência Positiva – Uma longa história… – cópia

17 de Agosto de 2019 by Ana Paula Pinto

Nem sempre tudo na vida resulta. Nem sempre tudo na vida é como desejamos. Nem sempre temos o que queremos. Nem sempre a realidade é o que é. 

Por que razão não o é? 

Numa conversa informal com o meu marido disse-lhe, não foi por ter lido aqui ou acolá nas minhas diversas e diagonais leituras, mas sim, porque acredito piamente que seja a verdade, que o nosso cérebro é o nosso melhor amigo como pode ser também o nosso pior inimigo. Ele ficou a olhar para mim, com aqueles seus olhos da cor do mar num dia sereno de verão. Nada mais acrescentei, porém tive a nítida impressão que a mensagem não tinha passado. 

Não te apoquentes, disse-me sossegadamente a consciência. Chegará a altura certa de comprovar o que acabaste de afirmar. Acreditei na minha aliada e calei-me. 

A vida continuou. Não houve atropelos. Os dias, uns atrás dos outros, escondiam-se de mim, dando lugar às noites, e as madrugadas brindavam-me com belas sensações. Quando, num domingo, inesperadamente, ao ver um programa de televisão, comecei a ter umas estranhas faltas de ar. Já conhecia os sintomas. Em tempos idos tinha tido os mesmos e numa visita de rotina ao meu médico de família contei-lhe o episódio e fiquei a saber que tinha tido uma crise de ansiedade: a primeira da minha vida. Assim, soube o que era. Em vez de controlar a minha mente para se acalmar, tive o oposto: uma terrível falta de ar atrofiante não me deixava respirar convenientemente. Num ápice o meu cérebro incontrolado e desvairado levou-me para onde ele queria: o inferno. 

É uma sensação que não desejo a ninguém: quase que eu queria deixar o meu corpo para sê-lo de outra pessoa. Só recuperei da minha loucura após ter aberto a porta do jardim e olhar para o céu e dizer-me o quanto eu era forte e podia controlar a minha mente. Sorri. Ri-me. E repeti exaustivamente: “Tu consegues respirar! Tu consegues respirar! Acalma-te! Acalma-te! 

Passados longos e intermináveis minutos, foi o que me pareceu naquela altura, dei comigo a respirar normalmente sem ter tido necessidade de ir buscar o ar no mais profundo dos meus pulmões nem sequer com aquela vontade involuntária de bocejar. Tinha sido uma nova crise: a segunda da minha vida. 

Porquê?

Ainda hoje estou para saber. Nada apontava para o seu aparecimento. O importante é reter que fui capaz de controlá-la sem recurso a medicamentos, só apenas com a vontade da minha mente. Talvez com o fármaco tivesse sido mais rápido ter o resultado desejado. No entanto, fui a própria interveniente no processo da cura, usando apenas o poder da minha mente numa vertente positiva. 

Pensar positivo é um lema de vida. E ter um quociente positivo apoiado na inteligência positiva validada pela psicologia positiva é essencial no momento vivida. É nesse sentido que continuei a viver para poder contar uma longa história dos benefícios desta filosofia de vida rentabilizando as competências intelectuais, sociais e emocionais. 

 

 

 

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Inteligência Positiva – A caminho da parte II – Quociente positivo

1 de Agosto de 2019 by Ana Paula Pinto

“Há várias medidas para medir a vontade humana. A mais exata e a mais segura é a que se exprime por esta questão: de que esforço és capaz?” ― William James. 

Do que é capaz? 

Partindo do princípio que tudo é mensurável na vida segundo certas pessoas que dão importância as medidas, falar-vos-ei do quociente positivo.

(É claro que as medições são importantes em certas áreas da nossa vida: não fiquem com a ideia errada que é mau medir. Cuidado em não entrar nos exageros: há quem goste de quantificar o Amor… E Shakespeare já dizia ” É um amor pobre aquele que se pode medir.”)

É essencial para alguns medir o seu quociente de inteligência – QI – obtido por meio de testes desenvolvidos para determinar o valor das faculdades cognitivas. A inteligência positiva também se mede. O quociente da inteligência positiva – QP – é medido entre 0 e 100 e expressa qual o valor da sua inteligência positiva. O QP é a percentagem de tempo em que o seu cérebro atua como seu amigo e não o oposto. Por exemplo, um QP de 70% aponta para uma mente que é sua amiga e que nos restantes 30% se encontra como inimiga, sabotando-o.

Um indivíduo com um QI entre 90-109, segundo a escala de Davis Wechsler, é considerado estar na inteligência média. Um QP superior a 75% corresponde a um indivíduo nobilitado pela positividade da sua mente, e um quociente inferior equivale a um indivíduo que é continuamente conduzido e condicionado pelas intrigas da sua mente; e isso acontece à maioria da população. 

O QP mede a percentagem do tempo em que a mente funciona de modo positivo face ao outro lado do cérebro que tem como principio destruir o que de bom tem o cérebro. Há imensas pesquisas nos campos da psicologia e neurociência sobre a inteligência positiva e o quociente positivo: um QP elevado = felicidade + sucesso.

Repito a questão de William James, fundador da psicologia moderna, “De que esforço és capaz?” 

Cabe a nós de mudar a forma como o nosso cérebro pensa: deixá-lo manipular-nos não é solução em tempo algum, mas agora urge a necessidade cada vez maior de sermos donos de nós próprios para podermos sair do desconforto onde possamos estar metidos. 

Em conclusão, reiterando a crença de que a nossa mente é amiga como também é inimiga, sabotando ativamente a nossa felicidade e o nosso sucesso com fantasmas que vivem em nós. É cruel e doloroso pensar nisso, mas, focando-nos na parte positiva, esses sabotadores podem ser facilmente identificados, manipulados e anulados. Para isso, muscular o nosso cérebro é imperativo. 

 

Referências:

Chamine, S. (2013). Inteligência Positiva, o novo quociente de inteligência, Lisboa, Gestãoplus Edições.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quociente_de_intelig%C3%AAncia – consultado a 14 de outubro 2013. 

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Arte e Música: Actuação solitária de um artista de rua

26 de Julho de 2019 by Bruno Caetano Aniceto

Ainda me encontrava no início daquela rua de típico comércio tradicional, bem frequentada por ser dia próprio, transeuntes, turistas, compradores e curiosos, como eu, enchiam-na de uma ponta à outra. Plena alegria popular de uma tarde soalheira, de temperatura convidativa a fugir da monotonia caseira.

 

Ali, entre os demais, me encontrava a ver alegres e animadas montras quando os primeiros acordes se fizeram chegar até mim. De início pensei que fosse apenas alguma música vinda de uma loja, daquelas músicas que a partir de estudos que o tinham concluído, era usada para atrair e dar aquela boa disposição a clientes, para fomentar o espírito de comprador adormecido ou simplesmente envergonhado. Mas não, o som era puro de mais para ser uma gravação, os acordes não perfeitos mas mesmo assim correctos, a música continuada, com altos e baixos, graves e agudos, tão naturais de quem toca por gosto e não para uma gravação comercial ou de puro e simples interesse económico.

 

No meio da colorida e pequena multidão, encostado a uma parede grafitada, ali se encontrava a origem daquela hipnotizante música que tinha ouvido. Não tirando os olhos das montras para não dar um ar de um interessado desesperado, fui-me aproximando, seguindo os acordes pela rua e por entre as pessoas até ao local. Apoiando a guitarra na perna dobrada da qual o pé também vincado na parede ia batendo consoante os acordes, mala da guitarra aberta em frente a ele, estava o anónimo guitarrista. Os olhos por detrás dos óculos escuros estavam fechados, notava-se, e assim se mantinham para apenas sentir a musica, que do contacto dos seus dedos com as cordas, ora suave, ora tenso, umas vezes rápido e
outras de forma mais pausado faziam sair voando pela rua aquelas notas.

 

Tocava uma, duas, três músicas de seguida. Umas conhecidas, outras originais, talvez, por não as conhecer ou provavelmente por essas serem versões daquele artista de rua. O prazer reflectia-se na sua cara e nos seus dedos, aquele homem ali, encostado, estava feliz. Reparei que mais eram as pessoas que por ele passavam e ignoravam do que as que paravam para apreciar um pouco de arte. Arte sem dúvida, era o que ele oferecia. A rua tinha agora outro valor com ele, tinha ganho outra animação, outra magia. Dedilhava para ele, não se importava de quem o ouvia nem das opiniões alheias. Opino que esses que aparentemente não lhe ligavam mais perderam do que ganharam, insensíveis à arte, seja ela expressada de uma forma diferente aos seus princípios artísticos. Aparentemente ignorado, assim o digo porque me pareceu quase impossível não reparar, não ouvir aquela guitarra e do que ela saía.

 

Reparo então na mala da guitarra, e no fundo desta, o fundo via-se bem, infelizmente para o artista suponho, se tal fundo já não se visse significaria que as moedas já o teriam coberto. Mas isso parecia-me longe de acontecer. Por mais que ele tocasse, por mais que aquela rua tenha ganho com ele, ele pouco ganhou com ela. Resultado pouco gratificante para aquele jovem artista de rua que procurava ali algum reconhecimento económico pelo seu nova ideia artista de ruadom artístico.

 

Pensava eu.

 

Quando o artista deu por finalizado a sua actuação, e enquanto arrumava a sua companheira na mala com poucas moedas, aproximei-me e estiquei-lhe a mão para uns honestos parabéns pelo que ali tinha acabado de fazer e pela forma que o tinha feito, sem dúvida digna de verdadeiro e autêntico apaixonado pelo que faz. O humilde agradecimento deste deu-me o à-vontade que precisava para lhe perguntar o que o levava a ali estar durante aquele tempo, horas talvez, por uma recompensa tão baixa. Não contei as moedas que teria recebido, mas calculei que nem para um bom almoço chegaria. O que o movia a partilhar os seus harmoniosos acordes com pessoas que o fingiam ignorar, mas que o ouviam de uma forma gratuita.

 

O artista de rua respondeu.

 

Respondeu-me com um sorriso na cara, com uma certeza de quem sabia o que fazia e pouco se importava com aqueles que o ignoravam. Era um artista. A guitarra era a sua fiel companhia e adorava tudo o que com ela conseguia fazer. Partilhava isso com todos. Quanto ao dinheiro, nunca disse que o queria, apenas ali deixava a mala da guitarra aberta, para arejar um bocado talvez, mas algumas moedas lá caiam e essas não as iria recusar. Aquele era o seu espectáculo, naquela rua, no jardim ou mesmo na estação de comboios. O palco não interessava. Tocava em locais abertos e não em cubículos fechados, dos quais sentia pavor, confessou.

 

Tinha o mundo como seu público, nele e para ele tocava, e que mais poderia ele pedir ou querer além daquela sua liberdade.

 

O mundo era o seu palco, e ali iria sempre tocar.

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Não sabe o que ler? Escolha uma das obras de Lídia Jorge!

26 de Junho de 2019 by David Pimenta

Acontece-me demasiadas vezes não saber o que começar a ler no meio de tantas escolhas que uma biblioteca ou livraria proporciona. Há demasiados livros para escolher, há demasiada confusão na minha cabeça nesse momento. Mas acabei por optar por começar a minha leitura da obra A Noite das Mulheres Cantoras de Lídia Jorge. Quer fazer uma viagem até aos anos 80 em Portugal?

Lídia Jorge abre uma porta, com A Noite das Mulheres Cantoras, aos mais novos. A paixão e perseguição pela fama, trespassada para as redes sociais e para as imagens tiradas pelos telemóveis, existiu desde sempre e o novo livro mostra que a liberdade artística dos anos 80 portugueses não está tão distante da atualidade.

Se o seu problema é gastar alguns euros passe numa biblioteca e leve o livro para casa, tal como eu fiz. Apanho o elétrico para a sala de leitura do Centro Cultural de Belém e não gasto qualquer dinheiro em livros. Mas porque é que deve seguir o meu conselho e começar a ler a obra da Lídia Jorge?

Está presente a ideia de fama em todas as páginas d”A Noite das Mulheres Cantoras?

Diria que a ideia de fama está em todas as páginas deste romance da Lídia Jorge. Lembra-se da época das Doce, tal como li na crítica do Ípsilon, em que houve uma terrível liberdade artística e tal como a escritora disse “preparou para a época em que estamos hoje”? É a forte inspiração por detrás de A Noite das Mulheres Cantoras.

Não foi ao acaso que esta obra se realçou em todas as outras da biblioteca do CCB. O universo da música e do feminino sempre me atraiu, apesar de já ter tido uma desilusão com o Vento Assobiando nas Gruas. Para não correr o risco de gastar dinheiro à toa com mais um livro da Lídia Jorge decidi requisitá-lo. Pode ser um crime dizer que se gasta dinheiro à toa com um livro desta senhora mas não é por ter estatuto que a deixo de tratar como uma escritora como todas as outras.

A história é contada segundo o ponto de vista da Solange de Matos, ao ser convidada pela chamada maestrina Gisela Batista para fazer parte da banda que pretende formar. Toda a experiência da protagonista está envolta de um sentimento profundo, já notado na personagem principal do livro anterior que tentei ler da Lídia Jorge. Numa sociedade tão virada para os 15 minutos de fama nas redes sociais, na maioria das vezes por motivos insólitos, a escritora oferece aos leitores um retrato dos anos 80 completamente atual não fossem algumas passagens tão familiares às minhas vivências.

Solange começa a lutar pelo sonho de se tornar conhecida com o seu grupo sob a condição de letrista, a que lhe enche o coração, e também de cantora ao mesmo tempo que se envolve com João de Lucena, o coreógrafo do grupo. Há subtileza na forma como é contada a história do livro, em vários aspetos: quer seja na dúvida da sexualidade do coreógrafo a determinada altura quer seja no facto de Gisela se envolver com o padrasto e orientar as raparigas para não darem asas ao romance e se dedicarem ao projeto musical.

E quais os pontos fracos nesta obra da Lídia Jorge?

A Noite das Mulheres Cantoras não é um livro fácil, com as palavras simplesmente colocadas na folha branca para serem entendidas à primeira. Desenganem-se os leitores, habituados às obras fáceis e expostas na primeira banca de uma livraria. Exige-se concentração, longe do barulho do banco de um autocarro, e dedicação para se entender a poesia de Lídia Jorge.

É a quase poesia presente neste livro sobre a fama que apaixona qualquer leitor. Apaixonou-me a mim e aposto que vai apaixonar qualquer um. Compre-o ou se não quiser gastar dinheiro vá à biblioteca mais próxima da sua casa!

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Definindo o conceito Multifacetado. Ser ou não ser?

12 de Maio de 2019 by Teresa Radamanto

“Multifacetado”.

Atualmente este é o adjetivo mais utilizado quando queremos descrever as competências , qualidades ou características quando descrevemos o nosso perfil a um empregador, ou a qualquer outra entidade promissora no que diz respeito a empregabilidade . “Multi”, prefixo que designa múltiplas ou várias; “facetado” , claro está, “facetas”, várias facetas que possuímos, vários pequenos “eus” que se adaptam às necessidades emergentes e nos transformam em verdadeiros “experts” em várias matérias! “o saber não ocupa lugar” diz a sabedoria ancestral; mas será que de fato, todos teremos de o ser? Inevitavelmente. É um mal necessário. O segredo está na gerência que fazemos das nossas diferentes “facetas” e na forma como aplicamos as mesmas. “Juntar o útil ao agradável” é o que se quer. Reunir as aptidões naturais com as competências de formação é o que se pretende. É neste sentido que o adjetivo me define . O meu perfil profissional funde-se com o pessoal. O que aprendi funde-se com o que é inato e faz de mim uma profissional multifacetada. O segredo reside nesta atitude. Infelizmente  nos tempos que correm ,poucos conseguem conseguir cumprir os objetivos delineados no inicio da viagem pelo mercado de trabalho:- ” não há emprego na minha área”- tem sido a expressão mais recorrente nos últimos 3 anos… mas será que é totalmente uma situação infeliz? Será que poderá existir algo de positivo nesta realidade tão tenebrosa? Certamente. O conceito  “Multifacetado”  adquire todo o seu “esplendor” nestes contextos, afinal , “a necessidade aguça o engenho” , e são muitos os casos de sucesso neste momento, em Portugal, dos que “cruzaram outros mares” e obtiveram sucesso. Porque pensaram –
“Dentro das minhas áreas de formação e em quaisquer outras , serei eficiente.”É assim que nos devemos Auto incentivar, auto motivar. A motivação é a palavra chave. Encontrar o nosso “motor” de arranque. Encontrar na realidade dos nossos dias e na que reside à volta dos nossos “eus” uma forma de sermos irrealistas , para que ao sairmos da “zona de conforto”, possamos pensar “out of the box” , e assim fazermos “acontecer” . Assim poderemos executar o sonho , o irreal , e concretizar . Concretizar formas “irreais” de sermos empreendedores ,criativos , arrojados ;de sermos , enfim, multifacetados. Encontrar formas de poder estar ativo em várias frentes ao estarmos integrados no desenvolvimento social da nossa realidade… e  acreditar que ” vai funcionar”! Acredito que não podemos ser estanques, a evolução comanda a vida, e como tal, ao sermos “multifacetados” acompanhamos o progresso rumo ao futuro. Sermos a mudança que necessitamos é o meu mantra. Espicaçar o pensamento e criar opinião deve ser a nossa missão, independentemente da área em que nos insiramos.

Multifacetado?Definitivamente ser!

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