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Arte e Música: Actuação solitária de um artista de rua

26 de Julho de 2019 by Bruno Caetano Aniceto

Ainda me encontrava no início daquela rua de típico comércio tradicional, bem frequentada por ser dia próprio, transeuntes, turistas, compradores e curiosos, como eu, enchiam-na de uma ponta à outra. Plena alegria popular de uma tarde soalheira, de temperatura convidativa a fugir da monotonia caseira.

 

Ali, entre os demais, me encontrava a ver alegres e animadas montras quando os primeiros acordes se fizeram chegar até mim. De início pensei que fosse apenas alguma música vinda de uma loja, daquelas músicas que a partir de estudos que o tinham concluído, era usada para atrair e dar aquela boa disposição a clientes, para fomentar o espírito de comprador adormecido ou simplesmente envergonhado. Mas não, o som era puro de mais para ser uma gravação, os acordes não perfeitos mas mesmo assim correctos, a música continuada, com altos e baixos, graves e agudos, tão naturais de quem toca por gosto e não para uma gravação comercial ou de puro e simples interesse económico.

 

No meio da colorida e pequena multidão, encostado a uma parede grafitada, ali se encontrava a origem daquela hipnotizante música que tinha ouvido. Não tirando os olhos das montras para não dar um ar de um interessado desesperado, fui-me aproximando, seguindo os acordes pela rua e por entre as pessoas até ao local. Apoiando a guitarra na perna dobrada da qual o pé também vincado na parede ia batendo consoante os acordes, mala da guitarra aberta em frente a ele, estava o anónimo guitarrista. Os olhos por detrás dos óculos escuros estavam fechados, notava-se, e assim se mantinham para apenas sentir a musica, que do contacto dos seus dedos com as cordas, ora suave, ora tenso, umas vezes rápido e
outras de forma mais pausado faziam sair voando pela rua aquelas notas.

 

Tocava uma, duas, três músicas de seguida. Umas conhecidas, outras originais, talvez, por não as conhecer ou provavelmente por essas serem versões daquele artista de rua. O prazer reflectia-se na sua cara e nos seus dedos, aquele homem ali, encostado, estava feliz. Reparei que mais eram as pessoas que por ele passavam e ignoravam do que as que paravam para apreciar um pouco de arte. Arte sem dúvida, era o que ele oferecia. A rua tinha agora outro valor com ele, tinha ganho outra animação, outra magia. Dedilhava para ele, não se importava de quem o ouvia nem das opiniões alheias. Opino que esses que aparentemente não lhe ligavam mais perderam do que ganharam, insensíveis à arte, seja ela expressada de uma forma diferente aos seus princípios artísticos. Aparentemente ignorado, assim o digo porque me pareceu quase impossível não reparar, não ouvir aquela guitarra e do que ela saía.

 

Reparo então na mala da guitarra, e no fundo desta, o fundo via-se bem, infelizmente para o artista suponho, se tal fundo já não se visse significaria que as moedas já o teriam coberto. Mas isso parecia-me longe de acontecer. Por mais que ele tocasse, por mais que aquela rua tenha ganho com ele, ele pouco ganhou com ela. Resultado pouco gratificante para aquele jovem artista de rua que procurava ali algum reconhecimento económico pelo seu nova ideia artista de ruadom artístico.

 

Pensava eu.

 

Quando o artista deu por finalizado a sua actuação, e enquanto arrumava a sua companheira na mala com poucas moedas, aproximei-me e estiquei-lhe a mão para uns honestos parabéns pelo que ali tinha acabado de fazer e pela forma que o tinha feito, sem dúvida digna de verdadeiro e autêntico apaixonado pelo que faz. O humilde agradecimento deste deu-me o à-vontade que precisava para lhe perguntar o que o levava a ali estar durante aquele tempo, horas talvez, por uma recompensa tão baixa. Não contei as moedas que teria recebido, mas calculei que nem para um bom almoço chegaria. O que o movia a partilhar os seus harmoniosos acordes com pessoas que o fingiam ignorar, mas que o ouviam de uma forma gratuita.

 

O artista de rua respondeu.

 

Respondeu-me com um sorriso na cara, com uma certeza de quem sabia o que fazia e pouco se importava com aqueles que o ignoravam. Era um artista. A guitarra era a sua fiel companhia e adorava tudo o que com ela conseguia fazer. Partilhava isso com todos. Quanto ao dinheiro, nunca disse que o queria, apenas ali deixava a mala da guitarra aberta, para arejar um bocado talvez, mas algumas moedas lá caiam e essas não as iria recusar. Aquele era o seu espectáculo, naquela rua, no jardim ou mesmo na estação de comboios. O palco não interessava. Tocava em locais abertos e não em cubículos fechados, dos quais sentia pavor, confessou.

 

Tinha o mundo como seu público, nele e para ele tocava, e que mais poderia ele pedir ou querer além daquela sua liberdade.

 

O mundo era o seu palco, e ali iria sempre tocar.

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Sem crucificação – e sem Rosa ao peito: Henry Miller

13 de Julho de 2019 by olinda de freitas

Prudência com as palavras?

Nunca. Henry Miller, escritor maldito, irreverência obesa, tinha honestidade nas palavras e permitia-se  – excepcionalmente como homem moderno – à revolta nas e pelas palavras. Talvez por isso seria, sim, um pornográfico desbocado, maravilhoso. (Não está a gostar? Olhe, tem bom remédio, mude de site. Vá ler sobre futebol ou, então, saia de casa e vá ver montras.)

Autobiografia com ficção,

Henry Millerem estilo próprio de libertação, Henry Miller. O livro Trópico de Câncer (1934) foi apontado pela crítica como o exemplo mais contundente da sua bibliografia – mas é em Sexus (1949), Plexus (1953) e Nexus (1959) que ele atinge o pico na crueza do seu estilo.

Rosa-Crucificação é, de facto, um monumento literário – uma trilogia – com mais de mil e trezentas páginas. É aqui que Henry Miller conta a sua vida em Nova Iorque nos anos vinte e trinta: conta tudo o que é real no sentido mais profundo, sem manipular os próprios sentimentos, sem censurar o que pensava e sentia.

Sexus

chega mesmo a chocar os mais convencionais leitores. Henry Miller, à portuguesa um bom vivedor, está prestes a fazer trinta e três anos e está casado e vive num e com um frigorífico. Casamento absolutamente gelado, trabalha numa companhia de telégrafos enquanto sonha em ser escritor e apaixona-se perdidamente pela dançarina Mona.

Henry Miller experimenta, então, fugir da estabilidade que não o faz progredir e vai alimentando essa ruptura a cada capítulo que se segue. Quando não há fodas e erotismos, há o discorrer pesado de reflexões existenciais e monólogos filosóficos.

Plexus

Em Plexus, encontramos Henry Miller, a personagem principal, já imerso numa vida absolutamente perdida. Dentro de Plexus está uma extensão ainda maior da personalidade de Henry Miller. As reflexões e as divagações são ainda mais frequentes – e chatas mas, ao mesmo tempo, pode ser definido como a base da trilogia. Conseguimos ver a ligação de Sexus a Nexus como se fosse a fase adulta de uma vida dentro de outra vida. Isto é interessante.

No caso de Nexus,

a confusão é total. Mona envolve-se com outra mulher e manda pastar Henry Miller, tal e qual como ele havia feito com a mulher e a filha. Neste último volume da trilogia há mais densidade na descrição dos sentimentos e nas ideias compartilhadas pelo autor: há a conclusão de toda uma história.

A trilogia Rosa-Crucificação foi proibida em uma série de países, tal como aconteceu com mais alguns títulos de sua autoria, por dizerem conter uma linguagem abusiva e de conteúdo imoral – o que gerou a contestação de muita gente igualmente malvada a favor de Henry Miller. Na década sessenta, terminaria, enfim, a censura.

Térá sido grande a influência de Henry Miller na literatura mundial, sobretudo na norte-americana, desenvolvida a partir de meados da década de quarenta por Allen Ginsberg, William S. Burroughs, Charles Bukowski, Thomas Pynchon: na complexidade dos desejos que não são afectos.

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Compilação de poemas bilingues de temática variada

9 de Julho de 2019 by

Just stop for a minute

And hear the birds singing

Just concentrate in the present

And leave the past and the time

Machine that role fast

Just feel your heart beat

Think about children sending… kisses

Just look to the rainbow and see

How beautiful it is

Just…

Taste the sugar of friendship

That you can trust.

Milhões de pessoas mortas… à nossa volta…

e nada fazemos

Ruanda, Jugoslávia e outras que não queremos

Tais como Luanda impávida que tememos

Comunidade internacional com métodos amenos

Nada soluciona… como que se estivesse num interminável coma

Chacina constante, imparável

O nosso silêncio continua… interminável

Silêncio ensurdecedor e abominável

Para todos aqueles que sofrem com grande temor… inaceitável

Por esses, apenas rezemos; porque absolutamente nada fazemos

Ninguém se importa, ninguém acorda

Ninguém abre a porta aos que sofrem

Os grandes líderes apenas dizem:

Observemos

Nós que assistimos a tudo isto nada fazemos.

Ontem na Alemanha… e no Ruanda

Hoje no Sudão e amanhã? Onde estarão

E acontecerão os factos terríficos

Continuaremos apenas com os olhos fitos?

E eternamente contemplaremos… o horrífico?…

Com o nosso olhar cínico olhemos

Pois como sempre pura e simplesmente nada fazemos.

The person inside of you and me

Can cause disaster or envy…

maybe a master or just free

the person inside of you and me

Can teach us how to live well

And find a way to improve ourselves,

May increase our hidden power

And make us supermans

But as I said it can be disastrous

Stop us from doing what we must

Possibly disappear and destroy us

In my case it´s a way…

to escape… from the solitude…

Sometimes happy, sometimes rude…

That person can cause good or evil

It can be cool…or even…

It´s up to us to control it

In order to become a better reasonable being.

Vagueando pelas montanhas

Pelas almas e ruínas… estranhas

Por vales, pradarias, paisagens distantes

Através de sentimentos e sonhos errantes

Vagueando para além das pastagens…

(para todos) importantes… e imponentes

Passando rios e oceanos calmos aparentemente

Vagueando e ultrapassando a insanidade

(decentemente)

Conhecendo pessoas desconhecidas

Lembrando lembranças antes esquecidas

Levantando o moral a existências letalmente

Aborrecidas… e entediadas

Lembranças perdidas e agora encontradas

Vagueando e fazendo absolutamente tudo

Usando este repetitivo gerúndio…

Sentado no sofá refundido viajando…

E vagueando.

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Não sabe o que ler? Escolha uma das obras de Lídia Jorge!

26 de Junho de 2019 by David Pimenta

Acontece-me demasiadas vezes não saber o que começar a ler no meio de tantas escolhas que uma biblioteca ou livraria proporciona. Há demasiados livros para escolher, há demasiada confusão na minha cabeça nesse momento. Mas acabei por optar por começar a minha leitura da obra A Noite das Mulheres Cantoras de Lídia Jorge. Quer fazer uma viagem até aos anos 80 em Portugal?

Lídia Jorge abre uma porta, com A Noite das Mulheres Cantoras, aos mais novos. A paixão e perseguição pela fama, trespassada para as redes sociais e para as imagens tiradas pelos telemóveis, existiu desde sempre e o novo livro mostra que a liberdade artística dos anos 80 portugueses não está tão distante da atualidade.

Se o seu problema é gastar alguns euros passe numa biblioteca e leve o livro para casa, tal como eu fiz. Apanho o elétrico para a sala de leitura do Centro Cultural de Belém e não gasto qualquer dinheiro em livros. Mas porque é que deve seguir o meu conselho e começar a ler a obra da Lídia Jorge?

Está presente a ideia de fama em todas as páginas d”A Noite das Mulheres Cantoras?

Diria que a ideia de fama está em todas as páginas deste romance da Lídia Jorge. Lembra-se da época das Doce, tal como li na crítica do Ípsilon, em que houve uma terrível liberdade artística e tal como a escritora disse “preparou para a época em que estamos hoje”? É a forte inspiração por detrás de A Noite das Mulheres Cantoras.

Não foi ao acaso que esta obra se realçou em todas as outras da biblioteca do CCB. O universo da música e do feminino sempre me atraiu, apesar de já ter tido uma desilusão com o Vento Assobiando nas Gruas. Para não correr o risco de gastar dinheiro à toa com mais um livro da Lídia Jorge decidi requisitá-lo. Pode ser um crime dizer que se gasta dinheiro à toa com um livro desta senhora mas não é por ter estatuto que a deixo de tratar como uma escritora como todas as outras.

A história é contada segundo o ponto de vista da Solange de Matos, ao ser convidada pela chamada maestrina Gisela Batista para fazer parte da banda que pretende formar. Toda a experiência da protagonista está envolta de um sentimento profundo, já notado na personagem principal do livro anterior que tentei ler da Lídia Jorge. Numa sociedade tão virada para os 15 minutos de fama nas redes sociais, na maioria das vezes por motivos insólitos, a escritora oferece aos leitores um retrato dos anos 80 completamente atual não fossem algumas passagens tão familiares às minhas vivências.

Solange começa a lutar pelo sonho de se tornar conhecida com o seu grupo sob a condição de letrista, a que lhe enche o coração, e também de cantora ao mesmo tempo que se envolve com João de Lucena, o coreógrafo do grupo. Há subtileza na forma como é contada a história do livro, em vários aspetos: quer seja na dúvida da sexualidade do coreógrafo a determinada altura quer seja no facto de Gisela se envolver com o padrasto e orientar as raparigas para não darem asas ao romance e se dedicarem ao projeto musical.

E quais os pontos fracos nesta obra da Lídia Jorge?

A Noite das Mulheres Cantoras não é um livro fácil, com as palavras simplesmente colocadas na folha branca para serem entendidas à primeira. Desenganem-se os leitores, habituados às obras fáceis e expostas na primeira banca de uma livraria. Exige-se concentração, longe do barulho do banco de um autocarro, e dedicação para se entender a poesia de Lídia Jorge.

É a quase poesia presente neste livro sobre a fama que apaixona qualquer leitor. Apaixonou-me a mim e aposto que vai apaixonar qualquer um. Compre-o ou se não quiser gastar dinheiro vá à biblioteca mais próxima da sua casa!

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Gabriel García Márquez – Cólera e o Amor

25 de Junho de 2019 by olinda de freitas

Gabriel García Márquez conta que Florentino Ariza acrescenta, e alimenta, um amor com mais de cinquenta anos por Fermina – a quem jurou amor eterno e deu uma espera de vida ou, pelo menos, uma vida de espera até à morte de seu marido Juvenal Urbino que representa o casamento conveniente tão actual durante toda a história do Homem.

Em tempos de cólera, o amor

A história, de amor com envelhecimento e morte dentro, é narrada em um realismo fantástico – característica adorável de Gabriel García Márquez. Será isto, isto que sinto, amor? E se é, como não ter a certeza de que não morre? E sendo, por que não há-de consumar-se na experiência que é viver? São estas, muito mais do que meras questões, as premissas desta história antiga e quase moderna: antiga porque se passa em um outro tempo e quase moderna porque, atemporal como se queria (ou como eu queria), não constitui regra essa coisa de o amor ter de ser cumprido, não há tempo, no nosso, que o valha como aquilo que vale a pena.

Rendilhados de histórias contam uma história pela mão de Gabriel García Márquez que, no entanto, não é uma história qualquer: é a história de um sentimento que se esgota – mesmo sem se esgotar – na alma. Porque o corpo serviu para o prazer; o corpo serviu para a carne viver, esfregando-se, na carne. Será amor aquele que vive pela metade?

Intensidade, paixão, loucura, tristeza, revolta. Está tudo lá, naquela trama nada tramada de se ler. Está o feminino repelente caricaturado – assim como está o machismo empoleirado. Está a ascensão social e o dia trivial; está a mancha da prostituição caseira, aquela que dá o corpo pela alma que se quer inteira. Está lá tudo. E tão bem contado, como só o Gabriel García Márquez sabe contar.

Encantadora maturidade

“Era ainda jovem demais para saber que a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a esse artifício conseguimos suportar o passado.” Não é a inocência a mais madura de todas as fragilidades perante o que é sentir? Mas sentir tão completamente que se chega a ter a certeza de que quem amamos afinal não é, não pode ser, bicho mas sim gente?

Cinquenta e um anos, nove meses e quatro dias

e um único caminho, tantos atalhos, tantos trabalhos. Nunca se revoltou, ou pelo menos nunca a revolta se cansou de amansar, com aquela mulher detestável. Porque, para mim, Fermina simboliza todos os que renunciam ao amor. E quem quer que seja que renuncie ao amor, ao amor limpo e feliz como o de Florentino, poderá ser adorável?

História alterada

No meu fim da história, Florentino viria a descobrir que se encantara por uma farsa desprezível que morreria a suplicar o seu perdão. Florentino iria beijá-la na testa e entregava-lhe a morte que já fora dele, não um dia, mais de meio século.

E o amor embrulhava-se de presente, agora sim, para a ele se abrir. Mas esta é a história do Gabriel García Márquez, não minha, que quis perpetuar o chavão de que quem ama tudo aguenta, tudo teima – até o coração daquele que mostra que não queima. Porque esta é uma história que faz vencer quem não merece – é uma derrota ao coração que, não se deixando padecer, padece.

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Mosteiro da Serra do Pilar – onde o olhar e o céu se encontram

28 de Maio de 2019 by olinda de freitas

O adro do Mosteiro da Serra do Pilar

O adro, lindíssimo, do Mosteiro da Serra do Pilar, verdadeiro ex-libris em Vila Nova de Gaia, é considerado uma porta de entrada para o património da região Norte – local onde se pode observar a exuberante vista sobre o rio Douro e sobre as cidades do Porto e de Gaia, numa das partes mais belas e procuradas pelos turistas.

Abrir este monumento a público, que é Património da Humanidade e que nunca esteve aberto, foi um objectivo já finalmente alcançado.

A igreja

A Igreja realça-se pela planta circular, coberta por uma imponente abóbada hemisférica, rodeada por varandim e coroada por um lanternim – está classificada como Monumento Nacional. E no interior, saltam à vista os trabalhos em talha dourada e branca. A igreja conserva um claustro com beleza, igualmente classificado como Monumento Nacional, com abóbada circular com nervura central apoiada em trinta e seis colunas jónicas.

Merece ainda destaque o seu belo rendilhado formado por volutas, cartelas e pináculos. Este mosteiro maneirista, no alto de onde é possível agarrar tanto o céu como as fímbrias do rio de uma só vez, é um exemplar único em Portugal.

O Mosteiro na História

A localização geográfica do Mosteiro da Serra do Pilar assumiu-se crucial aquando das invasões pelas tropas napoleónicas e, em 1832 e 1833, enquanto base militar durante as lutas liberais. Terá sido elevado à categoria de fortaleza e convertido, desde então, em quartel de artilharia. Do terraço, lá no cimo do vento, é possível desfrutar de fantásticas vistas sobre o Rio Douro, sobre a zona mais antiga da cidade e sobre os telhados das Caves do Vinho do Porto.

Um adro, que é uma entrada, mais turismo

O Mosteiro da Serra do Pilar passou a ter um portal que permitiu melhorar a oferta turística nortenha e oferecer aos visitantes uma informação qualificada e integrada sobre os quatro sítios da região que estão classificados pela UNESCO: os centros históricos do Porto e de Guimarães, o Douro Vinhateiro e o Parque Arqueológico do Côa.

Para além disso, existe o recurso a instrumentos multimédia, a elementos relativos a todos os elementos patrimoniais classificados na região, nomeadamente os monumentos mais emblemáticos (castelos, igrejas e museus) e produtos culturais como a Rota do Românico ou a Rota dos Mosteiros em Espaço Rural. Os turistas podem ainda visualizar, em três línguas estrangeiras (inglês, francês e espanhol), um filme, especialmente produzido para o efeito, ilustrativo da riqueza patrimonial da região.

A entrada em funcionamento do tal portal passou a dar utilidade a um conjunto de espaços monumentais que se encontravam devolutos. A mostra fica instalada em duas salas, incluindo o antigo refeitório do mosteiro, permitindo ainda o acesso à capela e à realização de visitas guiadas à igreja, sendo possível subir ao zimbório do Mosteiro da Serra do Pilar – de onde é possível ter acesso a uma vista única e memorável sobre o Porto.

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