dom artístico.
Pensava eu.
O artista de rua respondeu.
Cultura e Entretenimento, Atividades literárias, Cinema e séries, Teatro, música e dança, Arte e Eventos
dom artístico.
Acontece-me demasiadas vezes não saber o que começar a ler no meio de tantas escolhas que uma biblioteca ou livraria proporciona. Há demasiados livros para escolher, há demasiada confusão na minha cabeça nesse momento. Mas acabei por optar por começar a minha leitura da obra A Noite das Mulheres Cantoras de Lídia Jorge. Quer fazer uma viagem até aos anos 80 em Portugal?
Lídia Jorge abre uma porta, com A Noite das Mulheres Cantoras, aos mais novos. A paixão e perseguição pela fama, trespassada para as redes sociais e para as imagens tiradas pelos telemóveis, existiu desde sempre e o novo livro mostra que a liberdade artística dos anos 80 portugueses não está tão distante da atualidade.
Se o seu problema é gastar alguns euros passe numa biblioteca e leve o livro para casa, tal como eu fiz. Apanho o elétrico para a sala de leitura do Centro Cultural de Belém e não gasto qualquer dinheiro em livros. Mas porque é que deve seguir o meu conselho e começar a ler a obra da Lídia Jorge?
Diria que a ideia de fama está em todas as páginas deste romance da Lídia Jorge. Lembra-se da época das Doce, tal como li na crítica do Ípsilon, em que houve uma terrível liberdade artística e tal como a escritora disse “preparou para a época em que estamos hoje”? É a forte inspiração por detrás de A Noite das Mulheres Cantoras.
Não foi ao acaso que esta obra se realçou em todas as outras da biblioteca do CCB. O universo da música e do feminino sempre me atraiu, apesar de já ter tido uma desilusão com o Vento Assobiando nas Gruas. Para não correr o risco de gastar dinheiro à toa com mais um livro da Lídia Jorge decidi requisitá-lo. Pode ser um crime dizer que se gasta dinheiro à toa com um livro desta senhora mas não é por ter estatuto que a deixo de tratar como uma escritora como todas as outras.
A história é contada segundo o ponto de vista da Solange de Matos, ao ser convidada pela chamada maestrina Gisela Batista para fazer parte da banda que pretende formar. Toda a experiência da protagonista está envolta de um sentimento profundo, já notado na personagem principal do livro anterior que tentei ler da Lídia Jorge. Numa sociedade tão virada para os 15 minutos de fama nas redes sociais, na maioria das vezes por motivos insólitos, a escritora oferece aos leitores um retrato dos anos 80 completamente atual não fossem algumas passagens tão familiares às minhas vivências.
Solange começa a lutar pelo sonho de se tornar conhecida com o seu grupo sob a condição de letrista, a que lhe enche o coração, e também de cantora ao mesmo tempo que se envolve com João de Lucena, o coreógrafo do grupo. Há subtileza na forma como é contada a história do livro, em vários aspetos: quer seja na dúvida da sexualidade do coreógrafo a determinada altura quer seja no facto de Gisela se envolver com o padrasto e orientar as raparigas para não darem asas ao romance e se dedicarem ao projeto musical.
A Noite das Mulheres Cantoras não é um livro fácil, com as palavras simplesmente colocadas na folha branca para serem entendidas à primeira. Desenganem-se os leitores, habituados às obras fáceis e expostas na primeira banca de uma livraria. Exige-se concentração, longe do barulho do banco de um autocarro, e dedicação para se entender a poesia de Lídia Jorge.
É a quase poesia presente neste livro sobre a fama que apaixona qualquer leitor. Apaixonou-me a mim e aposto que vai apaixonar qualquer um. Compre-o ou se não quiser gastar dinheiro vá à biblioteca mais próxima da sua casa!
No caso concreto deste artigo, estamos a lidar, na análise crítica a realizar, com um estudo de processo.
Processo é um conjunto sequencial, e peculiar, de acções que objectivam atingir uma meta – usado para criar, inventar, projectar, transformar, produzir, controlar, manter e usar produtos ou sistemas. Processo é um conjunto de passos parcialmente ordenados: a cada etapa superada, estamos mais próximos do objectivo formulado….
Vamos, então à análise crítica do artigo.
Uma das vantagens da análise crítica, ou Review, refere-se à capacidade de decidir quão confiável é o estudo que está a ler (validade); uma outra é a ajuda que nos dá na determinação dos resultados do estudo assim como a utilidade da investigação (relevância). Mas pode, igualmente, a análise crítica, apresentar algumas desvantagens: inicialmente consome muito tempo, mas que tende a ser progressivamente menor, uma vez que passa a ser a forma automática de lermos a evidência. Além disso nem sempre fornece a resposta desejada, ou seja, o leitor pode, por vezes, verificar que a sua intervenção favorita não é a mais efectiva. Da mesma forma pode ser desencorajadora, a análise crítica, uma vez que nalgumas áreas existe ainda grande falta de evidência sistemática.
A Explicitação Objectiva do Assunto de uma análise crítica é importantíssima e aqui fica a do artigo em questão: actualmente o desenvolvimento dos processos, no âmbito dos cuidados de saúde, está na ordem do dia. A análise da sua avaliação, análise crítica, mostra-nos que o seu desenvolvimento está fortemente relacionado com a evolução dos sistemas de informação.
Na linha da frente da corrida da I&D está o Norte da Europa, tendo em vista a promoção da melhor utilização dos serviços de saúde sem descurar a qualidade. O principal objectivo será incrementar a cooperação entre a sociedade civil e as instituições de saúde, pois o que se verifica é a existência de grandes lacunas devido à conjugação de elevadas expectativas e grandes investimentos para a implementação de sistemas de informação.
A sua implementação visa a facilitação da utilização das tecnologias de informação e comunicação (estas duas conjugadas constituem uma aliança no processo de decisão), aos níveis do suporte, aquisição e manutenção da informação inerentes ao processo.
O desenvolvimento de um modelo de informação que forneça um conjunto de ferramentas que permitam avaliar e potenciar os processos nos serviços de saúde constitui o principal objectivo do estudo, por forma a permitir mensurar e detectar os pontos fracos inerentes.
Implementar ou alterar os sistemas de informação representa um efeito profundo no trabalho e nos processos dos serviços. Porém exige, acima de tudo, uma mudança de mentalidade porque a actividade laboral é sistémica.
O Estado da Arte tem mesmo de ser referido, na análise crítica, para se perceber o que tem sido feito, e apurado, no campo do estudo em questão e, neste caso, não existe uma prática generalizada (à data) de utilização de sistemas de informação para avaliar a informação dos cuidados de saúde.
Os estudos de avaliação realizados comportavam simulações, questionários, entrevistas, observação e métodos de mensuração de tempo, comparação manual e documentação electrónica, entre outros. Todos estes métodos pretendiam avaliar atributos técnicos como eficiência, eficácia, segurança do paciente, aspectos económicos e impacto na sociedade.
Com o passar do tempo verificou-se a necessidade de transferir a ênfase dada aos dados individuais dos pacientes e problemas especiais para a gestão das organizações e as suas relações com os seus clientes. A ênfase passou a ser dada ao desenvolvimento da mensuração das organizações de saúde.
As hipóteses colocadas no artigo são igualmente paragem obrigatória na análise crítica:
a) Qual o grau de comprometimento da reengenharia nos processos dos cuidados de saúde?
b) Será a reengenharia a tendência mais perspectivada?
c) Os cidadãos têm benefícios em consequência do trabalho realizado com os processos?
assim como as premissas do estudo:
a) Análise dos instrumentos de avaliação existentes e categorização da literatura de acordo com o foco a avaliar;
b) Realização de entrevistas a um grupo de especialistas de várias áreas de estudo de avaliação, nomeadamente: investigadores de avaliação de tecnologias em cuidados de saúde, académicos, administradores de unidades de saúde com sistemas informáticos implementados entre outros, por forma a aceder aos instrumentos encontrados na primeira fase do estudo – o que resultaria numa compilação de instrumentos de avaliação;
c) Teste dos instrumentos em contexto real. Se necessário, criar-se-iam novos instrumentos para completar o modelo. Seria ainda examinada a possibilidade de adicionar estes instrumentos aos sistemas já existentes e em funcionamento.
d) As duas primeiras fases ficariam finalizadas em Outubro de 2002 e previa-se a conclusão do projecto até ao Outono de 2004.
(artigo escrito ao abrigo da antiga ortografia)
“Multifacetado”.
Atualmente este é o adjetivo mais utilizado quando queremos descrever as competências , qualidades ou características quando descrevemos o nosso perfil a um empregador, ou a qualquer outra entidade promissora no que diz respeito a empregabilidade . “Multi”, prefixo que designa múltiplas ou várias; “facetado” , claro está, “facetas”, várias facetas que possuímos, vários pequenos “eus” que se adaptam às necessidades emergentes e nos transformam em verdadeiros “experts” em várias matérias! “o saber não ocupa lugar” diz a sabedoria ancestral; mas será que de fato, todos teremos de o ser? Inevitavelmente. É um mal necessário. O segredo está na gerência que fazemos das nossas diferentes “facetas” e na forma como aplicamos as mesmas. “Juntar o útil ao agradável” é o que se quer. Reunir as aptidões naturais com as competências de formação é o que se pretende. É neste sentido que o adjetivo me define . O meu perfil profissional funde-se com o pessoal. O que aprendi funde-se com o que é inato e faz de mim uma profissional multifacetada. O segredo reside nesta atitude. Infelizmente nos tempos que correm ,poucos conseguem conseguir cumprir os objetivos delineados no inicio da viagem pelo mercado de trabalho:- ” não há emprego na minha área”- tem sido a expressão mais recorrente nos últimos 3 anos… mas será que é totalmente uma situação infeliz? Será que poderá existir algo de positivo nesta realidade tão tenebrosa? Certamente. O conceito “Multifacetado” adquire todo o seu “esplendor” nestes contextos, afinal , “a necessidade aguça o engenho” , e são muitos os casos de sucesso neste momento, em Portugal, dos que “cruzaram outros mares” e obtiveram sucesso. Porque pensaram –
“Dentro das minhas áreas de formação e em quaisquer outras , serei eficiente.”É assim que nos devemos Auto incentivar, auto motivar. A motivação é a palavra chave. Encontrar o nosso “motor” de arranque. Encontrar na realidade dos nossos dias e na que reside à volta dos nossos “eus” uma forma de sermos irrealistas , para que ao sairmos da “zona de conforto”, possamos pensar “out of the box” , e assim fazermos “acontecer” . Assim poderemos executar o sonho , o irreal , e concretizar . Concretizar formas “irreais” de sermos empreendedores ,criativos , arrojados ;de sermos , enfim, multifacetados. Encontrar formas de poder estar ativo em várias frentes ao estarmos integrados no desenvolvimento social da nossa realidade… e acreditar que ” vai funcionar”! Acredito que não podemos ser estanques, a evolução comanda a vida, e como tal, ao sermos “multifacetados” acompanhamos o progresso rumo ao futuro. Sermos a mudança que necessitamos é o meu mantra. Espicaçar o pensamento e criar opinião deve ser a nossa missão, independentemente da área em que nos insiramos.
Multifacetado?Definitivamente ser!
by Jose Moreira
Sou uma rosa
A desabrochar
Sou o teu coração
Ardente sempre pronto para te amar!
Apenas às vezes não entendes
Que deste coração de rosa
Existe um ser com sentimentos
Que quer carinhos
Mas não são só beijinhos!
Ao mesmo tempo esta rosa também tem espinhos
Sangra e chora
Não deixes que os espinhos nasçam
Porque no mais intimo da rosa
Deixa de existir a tua luz e vida…
Sou pura e não tenho maldade
Só espero que me ames de verdade
Para toda a nossa eternidade…
Não choro mais
Quero sorrir
Sou a tua rosa linda
E nos teus olhos castanhos
Verás que esta rosa é tua!
Sou a tua rosa
Numa barco a navegar
Comigo podes sempre contar
Só precisas entender que a felicidade
Encontra-se mas há que agarra-la
E com uma rosa pura tu podes acabar e quem sabe casar!
Rosa, rosa leva o meu destino
Segue a minha luz que te vai
Amar para sempre com amor e carinho!
Rosa, não deixes nunca
Que teus espinhos
Interfiram em nossos caminhos!
Vermelha rosa, em teu coração
E em tua frescura, do cheiro de teus sentidos
Ecoa no bater da tua emoção, nossa paixão
Cresce e floresce no campo
Em aromas e cheiros diferentes
És especial, teu cheiro entranha
E em tua memória não estranha
Tua beleza e tua sensualidade
Em momentos de muita saudade
Meu amor, não partas, sem tua rosa
Não destruas suas pétalas
Cheira o cheiro perfumado
Deste amor que te quer
Para toda a existência ver
Cuida tua rosa
Como se cuida um filho
Reserva na tua alma
Momentos de pura calma
Em teu espelho, reflexo
De ilusão, magia
Que aguarda cada momento considerado único
Passeia no campo
Com tua rosa, de mãos dadas
Entre mal-mequeres de pétalas formosas
Tu és livre em todo o teu ser
Caminha em teu aperto de coração
Entre flores por nós consideradas nossas
Vive a vida em todo o teu esplendor
Brilho nos olhos que ecoa em sorriso
De teu rosto, alegria
Transformada em melancolia quando teu corpo
Está ausente
Sinto saudades de teu toque
De veludo, macia a tua pele
Para mim estás presente
Meu ser vive e não esquece
Momentos de loucura que vivemos
Incendiamos todas nossas vivências
Colmatando todas as nossas ausências
Quero-te sempre minha
Mesmo na loucura de nossos pensamentos.
Novos ventos chegam ao mercado literário português e um dos sinais mais significativos dessa mudança é a presença de livros de fantasia de escritores portugueses nas estantes das livrarias. Ocupam, bem aos poucos, um lugar de destaque ao lado dos livros internacionais impingidos unicamente por modas e tendências. Inverno de Sombras, da escritora L. C. Lavado (com o nome original Liliana Lavado), é um dos livros de fantasia publicados no primeiro semestre de 2013. Promete alguns ingredientes fundamentais para um livro de fantasia de qualidade: mistério, magia, aventura e apesar de não ser enumerado, uma pitada de amor entre os protagonistas desta história. E qualidade é palavra de ordem para esta obra com quase 600 páginas.
Pode ser confundido com qualquer outro livro de fantasia escrito por um autor estrangeiro. Escreve como L. C. Lavado e as personagens têm nomes como Andrea, Danton, Pierre até mesmo Isadora, a personagem principal da trama. Mas o ingrediente fundamental para tornar esta história tão nacional é o cenário de fundo: todos os acontecimentos passam-se em Lisboa. A capital portuguesa é colocada como o local onde toda a narrativa decorre, quer seja nas ruas do Chiado quer seja no castelo de S. Jorge, onde se desenrola alguns dos capítulos principais do Inverno de Sombras. O cheiro a nacional começa logo na capa, com um espaço reservado para a ponte 25 de Abril. Para um leitor assíduo de fantasia não é habitual ter os espaços lisboetas como fundo, onde se pode encontrar um toque de magia nos Armazéns do Chiado ou bruxos nas ruas de Lisboa, mas L. C. Lavado consegue colocar perfeitamente um cenário português numa história de fantasia urbana.
Inverno de Sombras dá a conhecer a história de Isadora, Pierre e Danton. O triângulo amoroso começa quando os três se conhecem na faculdade de Belas-Artes da capital. Isadora é um dos últimos membros da família Santa-Bárbara, abastada financeiramente – um dos elementos mais fantasiosos tendo em conta a situação económica do país mas quem se preocupa com esses pormenores num livro direcionado para o entretenimento? – juntamente com o seu tio Garrett, proprietário de uma quinta na zona da Lapa depois de toda a família ter morrido num acidente trágico dois anos antes. Ao conhecer Pierre, suposto estudante francês ao abrigo do programa Erasmus, Isadora abre uma “caixa de Pandora” sobre os segredos da família e todo um universo mágico que necessita de descobrir.
A trama é muito mais do que foi descrito, há magia em todos os cantos deste livro, um novo segredo para ser descoberto ao avançar de cada página. Um dos pontos a favor da obra é a incapacidade para ser largada, a sensação de vício que só alguns escritores conseguem colocar nos leitores como acontece na maioria das obras de fantasia. L. C. Lavado tem a capacidade de se tornar, com um plano de marketing correto (algo que não acontece no nosso país com frequência), numa das primeiras escritoras de fantasia português a ser reconhecida pela público. A qualidade da obra dita-lhe esse reconhecimento.
O ponto desfavorável do Inverno de Sombras da portuguesa L. C. Lavado é unicamente a quantidade de páginas para o avanço da trama. Pode ser um ponto de qualidade ou defeituoso: os mais curiosos e com gosto avançam furiosamente, os leitores mais cansados poisam a obra em cima da mesa-de-cabeceira e optam por um livro mais leve. Mas um ponto desfavorável trata-se apenas de um pormenor quando colocado ao lado dos pontos positivos deste livro: os segredos têm lógica e revelam muito das personagens, mostradas numa fase inicial como muito puras e sem maldade no coração. Os leitores têm, nas mãos, um livro de fantasia urbana portuguesa de qualidade – como não se via nas livrarias portuguesas há algum tempo. É um ar fresco para os apreciadores do género, finalmente existe uma obra com ruas reconhecíveis aos nossos olhos. Há facilidade na imaginação dos cenários e das cenas.
Podem ver aqui o vídeo da escritora a falar sobre o Inverno de Sombras.