• Skip to primary navigation
  • Skip to main content

Artes & Artes

Cultura e Entretenimento, Atividades literárias, Cinema e séries, Teatro, música e dança, Arte e Eventos

  • Atividades literárias
  • Bibliotecas, Arquivos e Museus
  • Artes e Design
  • Teatro, Música e Dança
  • Decoração e Restauro

A voz do dono e o dono da voz – aprendendo a arte da expressão pura

2 de Outubro de 2019 by Alice Branco

“Deus fez uma estátua de barro à sua própria imagem e quis que essa estátua possuísse uma alma. Mas a alma recusou-se a ser aprisionada no corpo, pois é de sua natureza ser livre e voar à vontade. Então Deus pediu aos anjos que tocassem sua música. E a medida que os anjos tocavam, a alma ficou extasiada. Para poder sentir melhor a música e ouvi-la de perto, a alma entrou no corpo. A verdade porém é que a própria alma era o som e ela entrou no corpo para experimentar e ouvir a música da vida.”(de uma lenda da Pérsia, segundo o poeta Hafiz, em trecho de um artigo de Cláudia Lelis, http://www.analisebioenergetica.com/flaab/?p=298).

A voz da alma

Escrever um memorial, como bem indica o nome dado a este tipo de texto, é o ato de “recuperar aquilo que, para o autor, foi importante em um determinado evento”. Então, para cumprir com esta tarefa do curso, estou aqui sentada com meu laptop, relembrando tudo o que vi, ouvi, senti, nas aulas da Susana e, buscando entender como as vivências, exercícios e informações adquiridas repercutiram em mim. A priori posso afirmar que todas as aulas a que assisti tiveram o efeito de uma sessão de relaxamento bastante eficaz. Os movimentos para aquecimento do corpo, das cordas vocais, da garganta, a roda de mãos dadas e a sensação de pertencer a um grupo, os barulhos, sons, assopros e bramidos, caretas, “caras e bocas”, atividades sempre repetidas em cada aula, tiveram o dom de ajudar a relaxar meus ombros e pescoço (cansados de tanto guiar “serra acima, serra abaixo”). Vocalizar sons, letras (vogais, consoantes), sílabas, palavras – cantar – foi atividade que, para mim, sempre promoveu alegria e movimento de energia, o que encontrei no curso que hoje relembro.

Muitas novidades foram aprendidas – não sabia que ” a voz é marca única e singular do sujeito”, como nos disse Susana em sua aula, a ponto de se poder identificar o autor da fala com a mesma exatidão que através das impressões digitais – outras tantas foram conscientizadas, como ao que se refere a frase de Pedro Bloch, “a voz é a expressão sonora da personalidade e serve para melhor transmitirmos o que somos e sentimos”, especialmente quando nos damos conta que a força de uma “fala” está nas características de expressividade que o autor lhe empresta – tom, volume, ritmo, velocidade – que podem ser alteradas mas, também é altamente influenciada pelo timbre de voz de quem a diz, qualidade essa que é nata, marca registrada de cada um. Estas funcionalidades da fala me permitiram entender porque, às vezes, reclamam que estou falando de forma “incisiva demais” quando eu, que me ouço de dentro, entendo que só estou falando “exatamente aquilo que penso”. Enfim, quem está de dentro da fala, eu no caso, escuta de forma diferente daquele que está de fora, o ouvinte que nem sempre me conhece como indivíduo e que se choca com as características “mais leoninas” da minha forma de falar. Neste caso, posso afirmar que este curso teve uma importância significativa para o momento de vida que atravesso pois, na busca pelo auto-conhecimento, pela consciência interior ampliada, acredito que hoje estou mais consciente e integrada comigo mesma e com o mundo que me cerca, graças à compreensão dos efeitos energéticos que podemos gerar com a voz. Estes efeitos energéticos são evidenciados pela reação daqueles que nos ouvem, cada qual um indivíduo, um mundo em si, que ouve com empatia, ou repulsa, uma mesma frase. No final das contas, através da fala (mas não só) é que o ser humano se comunica entre seus iguais. Por esta razão é da maior importância que saibamos como gerenciar este instrumento de comunicação – a fala, a voz, a expressão verbal. No meu caso, que tenho voz forte, sou impulsiva, falo o que penso, descobri porque muitas vezes as pessoas que me ouvem se assustam, se intimidam, reclamam, ou se tornam agressivas. Enfim, o meu instrumento de comunicação verbal é mesmo bastante incisivo – me dei conta disso, e também aprendi sobre as possibilidades de se aprender uma nova forma para a voz, a prestar atenção à respiração, à postura corporal e, principalmente, a colocar na voz a verdadeira intenção que vai no coração.

Como se diz em Portugal, numa canção popular “quem canta seus males espanta”, sabemos que o maior instrumento que temos é o nosso corpo e que, quando recuperamos o nosso som interior, também recuperamos o domínio do nosso(s) corpo(s), portanto, nos curamos. Quando os males são espantados a alma fica curada.

Se já encontrei “minha voz”? Talvez ainda não, talvez não completamente mas, estou a caminho, isso já sei. Também sei que a “minha voz”, aquela que traduz a minha essência espiritual, tem sons tanto de fogo quanto de terra, água e ar – murmúrios e ventanias, chamas e polvorosa, e a fertilidade, da terra bem adubada e irrigada, que vem as soma dos 4 elementos quando bem equilibrados.

A dona da voz sou eu, a voz da dona está em formação, se ajustando para que, ao ressoar no universo, o equilíbrio seja perfeito. Nesse momento serei livre e completa.

 

 

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: actividades literárias, criação literária, Estudo de Processo

Inteligência Positiva – A caminho da parte II – Quociente positivo

1 de Agosto de 2019 by Ana Paula Pinto

“Há várias medidas para medir a vontade humana. A mais exata e a mais segura é a que se exprime por esta questão: de que esforço és capaz?” ― William James. 

Do que é capaz? 

Partindo do princípio que tudo é mensurável na vida segundo certas pessoas que dão importância as medidas, falar-vos-ei do quociente positivo.

(É claro que as medições são importantes em certas áreas da nossa vida: não fiquem com a ideia errada que é mau medir. Cuidado em não entrar nos exageros: há quem goste de quantificar o Amor… E Shakespeare já dizia ” É um amor pobre aquele que se pode medir.”)

É essencial para alguns medir o seu quociente de inteligência – QI – obtido por meio de testes desenvolvidos para determinar o valor das faculdades cognitivas. A inteligência positiva também se mede. O quociente da inteligência positiva – QP – é medido entre 0 e 100 e expressa qual o valor da sua inteligência positiva. O QP é a percentagem de tempo em que o seu cérebro atua como seu amigo e não o oposto. Por exemplo, um QP de 70% aponta para uma mente que é sua amiga e que nos restantes 30% se encontra como inimiga, sabotando-o.

Um indivíduo com um QI entre 90-109, segundo a escala de Davis Wechsler, é considerado estar na inteligência média. Um QP superior a 75% corresponde a um indivíduo nobilitado pela positividade da sua mente, e um quociente inferior equivale a um indivíduo que é continuamente conduzido e condicionado pelas intrigas da sua mente; e isso acontece à maioria da população. 

O QP mede a percentagem do tempo em que a mente funciona de modo positivo face ao outro lado do cérebro que tem como principio destruir o que de bom tem o cérebro. Há imensas pesquisas nos campos da psicologia e neurociência sobre a inteligência positiva e o quociente positivo: um QP elevado = felicidade + sucesso.

Repito a questão de William James, fundador da psicologia moderna, “De que esforço és capaz?” 

Cabe a nós de mudar a forma como o nosso cérebro pensa: deixá-lo manipular-nos não é solução em tempo algum, mas agora urge a necessidade cada vez maior de sermos donos de nós próprios para podermos sair do desconforto onde possamos estar metidos. 

Em conclusão, reiterando a crença de que a nossa mente é amiga como também é inimiga, sabotando ativamente a nossa felicidade e o nosso sucesso com fantasmas que vivem em nós. É cruel e doloroso pensar nisso, mas, focando-nos na parte positiva, esses sabotadores podem ser facilmente identificados, manipulados e anulados. Para isso, muscular o nosso cérebro é imperativo. 

 

Referências:

Chamine, S. (2013). Inteligência Positiva, o novo quociente de inteligência, Lisboa, Gestãoplus Edições.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Quociente_de_intelig%C3%AAncia – consultado a 14 de outubro 2013. 

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: actividades literárias, Competência, confusao mental, criação literária, Cuidados de Saúde, depressão, Estudo de Processo, experiências pessoais, formação prática, medicina, opinião, Prevenção, psicotico, terapia mental, Trabalho

Arte e Música: Actuação solitária de um artista de rua

26 de Julho de 2019 by Bruno Caetano Aniceto

Ainda me encontrava no início daquela rua de típico comércio tradicional, bem frequentada por ser dia próprio, transeuntes, turistas, compradores e curiosos, como eu, enchiam-na de uma ponta à outra. Plena alegria popular de uma tarde soalheira, de temperatura convidativa a fugir da monotonia caseira.

 

Ali, entre os demais, me encontrava a ver alegres e animadas montras quando os primeiros acordes se fizeram chegar até mim. De início pensei que fosse apenas alguma música vinda de uma loja, daquelas músicas que a partir de estudos que o tinham concluído, era usada para atrair e dar aquela boa disposição a clientes, para fomentar o espírito de comprador adormecido ou simplesmente envergonhado. Mas não, o som era puro de mais para ser uma gravação, os acordes não perfeitos mas mesmo assim correctos, a música continuada, com altos e baixos, graves e agudos, tão naturais de quem toca por gosto e não para uma gravação comercial ou de puro e simples interesse económico.

 

No meio da colorida e pequena multidão, encostado a uma parede grafitada, ali se encontrava a origem daquela hipnotizante música que tinha ouvido. Não tirando os olhos das montras para não dar um ar de um interessado desesperado, fui-me aproximando, seguindo os acordes pela rua e por entre as pessoas até ao local. Apoiando a guitarra na perna dobrada da qual o pé também vincado na parede ia batendo consoante os acordes, mala da guitarra aberta em frente a ele, estava o anónimo guitarrista. Os olhos por detrás dos óculos escuros estavam fechados, notava-se, e assim se mantinham para apenas sentir a musica, que do contacto dos seus dedos com as cordas, ora suave, ora tenso, umas vezes rápido e
outras de forma mais pausado faziam sair voando pela rua aquelas notas.

 

Tocava uma, duas, três músicas de seguida. Umas conhecidas, outras originais, talvez, por não as conhecer ou provavelmente por essas serem versões daquele artista de rua. O prazer reflectia-se na sua cara e nos seus dedos, aquele homem ali, encostado, estava feliz. Reparei que mais eram as pessoas que por ele passavam e ignoravam do que as que paravam para apreciar um pouco de arte. Arte sem dúvida, era o que ele oferecia. A rua tinha agora outro valor com ele, tinha ganho outra animação, outra magia. Dedilhava para ele, não se importava de quem o ouvia nem das opiniões alheias. Opino que esses que aparentemente não lhe ligavam mais perderam do que ganharam, insensíveis à arte, seja ela expressada de uma forma diferente aos seus princípios artísticos. Aparentemente ignorado, assim o digo porque me pareceu quase impossível não reparar, não ouvir aquela guitarra e do que ela saía.

 

Reparo então na mala da guitarra, e no fundo desta, o fundo via-se bem, infelizmente para o artista suponho, se tal fundo já não se visse significaria que as moedas já o teriam coberto. Mas isso parecia-me longe de acontecer. Por mais que ele tocasse, por mais que aquela rua tenha ganho com ele, ele pouco ganhou com ela. Resultado pouco gratificante para aquele jovem artista de rua que procurava ali algum reconhecimento económico pelo seu nova ideia artista de ruadom artístico.

 

Pensava eu.

 

Quando o artista deu por finalizado a sua actuação, e enquanto arrumava a sua companheira na mala com poucas moedas, aproximei-me e estiquei-lhe a mão para uns honestos parabéns pelo que ali tinha acabado de fazer e pela forma que o tinha feito, sem dúvida digna de verdadeiro e autêntico apaixonado pelo que faz. O humilde agradecimento deste deu-me o à-vontade que precisava para lhe perguntar o que o levava a ali estar durante aquele tempo, horas talvez, por uma recompensa tão baixa. Não contei as moedas que teria recebido, mas calculei que nem para um bom almoço chegaria. O que o movia a partilhar os seus harmoniosos acordes com pessoas que o fingiam ignorar, mas que o ouviam de uma forma gratuita.

 

O artista de rua respondeu.

 

Respondeu-me com um sorriso na cara, com uma certeza de quem sabia o que fazia e pouco se importava com aqueles que o ignoravam. Era um artista. A guitarra era a sua fiel companhia e adorava tudo o que com ela conseguia fazer. Partilhava isso com todos. Quanto ao dinheiro, nunca disse que o queria, apenas ali deixava a mala da guitarra aberta, para arejar um bocado talvez, mas algumas moedas lá caiam e essas não as iria recusar. Aquele era o seu espectáculo, naquela rua, no jardim ou mesmo na estação de comboios. O palco não interessava. Tocava em locais abertos e não em cubículos fechados, dos quais sentia pavor, confessou.

 

Tinha o mundo como seu público, nele e para ele tocava, e que mais poderia ele pedir ou querer além daquela sua liberdade.

 

O mundo era o seu palco, e ali iria sempre tocar.

Filed Under: Artes e Design, Teatro, Música e Dança Tagged With: actividades literárias, arte de rua, Competência, confusao mental, criação literária, Cuidados de Saúde, Estudo de Processo, formação prática, Prevenção, Review, Trabalho

Não sabe o que ler? Escolha uma das obras de Lídia Jorge!

26 de Junho de 2019 by David Pimenta

Acontece-me demasiadas vezes não saber o que começar a ler no meio de tantas escolhas que uma biblioteca ou livraria proporciona. Há demasiados livros para escolher, há demasiada confusão na minha cabeça nesse momento. Mas acabei por optar por começar a minha leitura da obra A Noite das Mulheres Cantoras de Lídia Jorge. Quer fazer uma viagem até aos anos 80 em Portugal?

Lídia Jorge abre uma porta, com A Noite das Mulheres Cantoras, aos mais novos. A paixão e perseguição pela fama, trespassada para as redes sociais e para as imagens tiradas pelos telemóveis, existiu desde sempre e o novo livro mostra que a liberdade artística dos anos 80 portugueses não está tão distante da atualidade.

Se o seu problema é gastar alguns euros passe numa biblioteca e leve o livro para casa, tal como eu fiz. Apanho o elétrico para a sala de leitura do Centro Cultural de Belém e não gasto qualquer dinheiro em livros. Mas porque é que deve seguir o meu conselho e começar a ler a obra da Lídia Jorge?

Está presente a ideia de fama em todas as páginas d”A Noite das Mulheres Cantoras?

Diria que a ideia de fama está em todas as páginas deste romance da Lídia Jorge. Lembra-se da época das Doce, tal como li na crítica do Ípsilon, em que houve uma terrível liberdade artística e tal como a escritora disse “preparou para a época em que estamos hoje”? É a forte inspiração por detrás de A Noite das Mulheres Cantoras.

Não foi ao acaso que esta obra se realçou em todas as outras da biblioteca do CCB. O universo da música e do feminino sempre me atraiu, apesar de já ter tido uma desilusão com o Vento Assobiando nas Gruas. Para não correr o risco de gastar dinheiro à toa com mais um livro da Lídia Jorge decidi requisitá-lo. Pode ser um crime dizer que se gasta dinheiro à toa com um livro desta senhora mas não é por ter estatuto que a deixo de tratar como uma escritora como todas as outras.

A história é contada segundo o ponto de vista da Solange de Matos, ao ser convidada pela chamada maestrina Gisela Batista para fazer parte da banda que pretende formar. Toda a experiência da protagonista está envolta de um sentimento profundo, já notado na personagem principal do livro anterior que tentei ler da Lídia Jorge. Numa sociedade tão virada para os 15 minutos de fama nas redes sociais, na maioria das vezes por motivos insólitos, a escritora oferece aos leitores um retrato dos anos 80 completamente atual não fossem algumas passagens tão familiares às minhas vivências.

Solange começa a lutar pelo sonho de se tornar conhecida com o seu grupo sob a condição de letrista, a que lhe enche o coração, e também de cantora ao mesmo tempo que se envolve com João de Lucena, o coreógrafo do grupo. Há subtileza na forma como é contada a história do livro, em vários aspetos: quer seja na dúvida da sexualidade do coreógrafo a determinada altura quer seja no facto de Gisela se envolver com o padrasto e orientar as raparigas para não darem asas ao romance e se dedicarem ao projeto musical.

E quais os pontos fracos nesta obra da Lídia Jorge?

A Noite das Mulheres Cantoras não é um livro fácil, com as palavras simplesmente colocadas na folha branca para serem entendidas à primeira. Desenganem-se os leitores, habituados às obras fáceis e expostas na primeira banca de uma livraria. Exige-se concentração, longe do barulho do banco de um autocarro, e dedicação para se entender a poesia de Lídia Jorge.

É a quase poesia presente neste livro sobre a fama que apaixona qualquer leitor. Apaixonou-me a mim e aposto que vai apaixonar qualquer um. Compre-o ou se não quiser gastar dinheiro vá à biblioteca mais próxima da sua casa!

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: actividades literárias, agatha christie livros, casa decoracao, Competência, comprar livros usados, confusao mental, criação literária, Cuidados de Saúde, decoracao de quartos, Estudo de Processo, formação prática, ler, livros baratos, livros interessantes, Prevenção, Review, Trabalho, venda de livros, venda de livros usados, vender livros usados

Análise Crítica: avaliação para a solução

11 de Junho de 2019 by olinda de freitas

No caso concreto deste artigo, estamos a lidar, na análise crítica a realizar, com um estudo de processo.

Processo é um conjunto sequencial, e peculiar, de acções que objectivam atingir uma meta – usado para criar, inventar, projectar, transformar, produzir, controlar, manter e usar produtos ou sistemas. Processo é um conjunto de passos parcialmente ordenados: a cada etapa superada, estamos mais próximos do objectivo formulado….

Vamos, então à análise crítica do artigo.

A análise crítica tem vantagens? E desvantagens? Como se faz?

 Uma das vantagens da análise crítica, ou Review, refere-se à capacidade de decidir quão confiável é o estudo que está a ler (validade); uma outra é a ajuda que nos dá na determinação dos resultados do estudo assim como a utilidade da investigação (relevância). Mas pode, igualmente, a análise crítica, apresentar algumas desvantagens: inicialmente consome muito tempo, mas que tende a ser progressivamente menor, uma vez que passa a ser a forma automática de lermos a evidência. Além disso nem sempre fornece a resposta desejada, ou seja, o leitor pode, por vezes, verificar que a sua intervenção favorita não é a mais efectiva. Da mesma forma pode ser desencorajadora, a análise crítica, uma vez que nalgumas áreas existe ainda grande falta de evidência sistemática.

A Explicitação Objectiva do Assunto de uma análise crítica é importantíssima e aqui fica a do artigo em questão: actualmente o desenvolvimento dos processos, no âmbito dos cuidados de saúde, está na ordem do dia. A análise da sua avaliação, análise crítica, mostra-nos que o seu desenvolvimento está fortemente relacionado com a evolução dos sistemas de informação.

Na linha da frente da corrida da I&D está o Norte da Europa, tendo em vista a promoção da melhor utilização dos serviços de saúde sem descurar a qualidade. O principal objectivo será incrementar a cooperação entre a sociedade civil e as instituições de saúde, pois o que se verifica é a existência de grandes lacunas devido à conjugação de elevadas expectativas e grandes investimentos para a implementação de sistemas de informação.

A sua implementação visa a facilitação da utilização das tecnologias de informação e comunicação (estas duas conjugadas constituem uma aliança no processo de decisão), aos níveis do suporte, aquisição e manutenção da informação inerentes ao processo.

O desenvolvimento de um modelo de informação que forneça um conjunto de ferramentas que permitam avaliar e potenciar os processos nos serviços de saúde constitui o principal objectivo do estudo, por forma a permitir mensurar e detectar os pontos fracos inerentes.

Implementar ou alterar os sistemas de informação representa um efeito profundo no trabalho e nos processos dos serviços. Porém exige, acima de tudo, uma mudança de mentalidade porque a actividade laboral é sistémica.

O Estado da Arte tem mesmo de ser referido, na análise crítica, para se perceber o que tem sido feito, e apurado, no campo do estudo em questão e, neste caso, não existe uma prática generalizada (à data) de utilização de sistemas de informação para avaliar a informação dos cuidados de saúde.

Os estudos de avaliação realizados comportavam simulações, questionários, entrevistas, observação e métodos de mensuração de tempo, comparação manual e documentação electrónica, entre outros. Todos estes métodos pretendiam avaliar atributos técnicos como eficiência, eficácia, segurança do paciente, aspectos económicos e impacto na sociedade.

Com o passar do tempo verificou-se a necessidade de transferir a ênfase dada aos dados individuais dos pacientes e problemas especiais para a gestão das organizações e as suas relações com os seus clientes. A ênfase passou a ser dada ao desenvolvimento da mensuração das organizações de saúde.

As hipóteses colocadas no artigo são igualmente paragem obrigatória na análise crítica:

a)      Qual o grau de comprometimento da reengenharia nos processos dos cuidados de saúde?

b)      Será a reengenharia a tendência mais perspectivada?

c)      Os cidadãos têm benefícios em consequência do trabalho realizado com os processos?

assim como as premissas do estudo:

a)      Análise dos instrumentos de avaliação existentes e categorização da literatura de acordo com o foco a avaliar;

b)      Realização de entrevistas a um grupo de especialistas de várias áreas de estudo de avaliação, nomeadamente: investigadores de avaliação de tecnologias em cuidados de saúde, académicos, administradores de unidades de saúde com sistemas informáticos implementados entre outros, por forma a aceder aos instrumentos encontrados na primeira fase do estudo – o que resultaria numa compilação de instrumentos de avaliação;

c)      Teste dos instrumentos em contexto real. Se necessário, criar-se-iam novos instrumentos para completar o modelo. Seria ainda examinada a possibilidade de adicionar estes instrumentos aos sistemas já existentes e em funcionamento.

d)     As duas primeiras fases ficariam finalizadas em Outubro de 2002 e previa-se a conclusão do projecto até ao Outono de 2004.

(artigo escrito ao abrigo da antiga ortografia)

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: Cuidados de Saúde, Estudo de Processo, Review

Definindo o conceito Multifacetado. Ser ou não ser?

12 de Maio de 2019 by Teresa Radamanto

“Multifacetado”.

Atualmente este é o adjetivo mais utilizado quando queremos descrever as competências , qualidades ou características quando descrevemos o nosso perfil a um empregador, ou a qualquer outra entidade promissora no que diz respeito a empregabilidade . “Multi”, prefixo que designa múltiplas ou várias; “facetado” , claro está, “facetas”, várias facetas que possuímos, vários pequenos “eus” que se adaptam às necessidades emergentes e nos transformam em verdadeiros “experts” em várias matérias! “o saber não ocupa lugar” diz a sabedoria ancestral; mas será que de fato, todos teremos de o ser? Inevitavelmente. É um mal necessário. O segredo está na gerência que fazemos das nossas diferentes “facetas” e na forma como aplicamos as mesmas. “Juntar o útil ao agradável” é o que se quer. Reunir as aptidões naturais com as competências de formação é o que se pretende. É neste sentido que o adjetivo me define . O meu perfil profissional funde-se com o pessoal. O que aprendi funde-se com o que é inato e faz de mim uma profissional multifacetada. O segredo reside nesta atitude. Infelizmente  nos tempos que correm ,poucos conseguem conseguir cumprir os objetivos delineados no inicio da viagem pelo mercado de trabalho:- ” não há emprego na minha área”- tem sido a expressão mais recorrente nos últimos 3 anos… mas será que é totalmente uma situação infeliz? Será que poderá existir algo de positivo nesta realidade tão tenebrosa? Certamente. O conceito  “Multifacetado”  adquire todo o seu “esplendor” nestes contextos, afinal , “a necessidade aguça o engenho” , e são muitos os casos de sucesso neste momento, em Portugal, dos que “cruzaram outros mares” e obtiveram sucesso. Porque pensaram –
“Dentro das minhas áreas de formação e em quaisquer outras , serei eficiente.”É assim que nos devemos Auto incentivar, auto motivar. A motivação é a palavra chave. Encontrar o nosso “motor” de arranque. Encontrar na realidade dos nossos dias e na que reside à volta dos nossos “eus” uma forma de sermos irrealistas , para que ao sairmos da “zona de conforto”, possamos pensar “out of the box” , e assim fazermos “acontecer” . Assim poderemos executar o sonho , o irreal , e concretizar . Concretizar formas “irreais” de sermos empreendedores ,criativos , arrojados ;de sermos , enfim, multifacetados. Encontrar formas de poder estar ativo em várias frentes ao estarmos integrados no desenvolvimento social da nossa realidade… e  acreditar que ” vai funcionar”! Acredito que não podemos ser estanques, a evolução comanda a vida, e como tal, ao sermos “multifacetados” acompanhamos o progresso rumo ao futuro. Sermos a mudança que necessitamos é o meu mantra. Espicaçar o pensamento e criar opinião deve ser a nossa missão, independentemente da área em que nos insiramos.

Multifacetado?Definitivamente ser!

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: actividades literárias, Competência, confusao mental, criação literária, Cuidados de Saúde, Estudo de Processo, formação prática, Prevenção, Review, Trabalho

  • « Go to Previous Page
  • Page 1
  • Page 2
  • Page 3
  • Go to Next Page »

Artes & Artes

Powered by: Made2Web Digital Agency.

  • Política Cookies
  • Termos Utilização e Privacidade
  • Mapa do Site