• Skip to primary navigation
  • Skip to main content

Artes & Artes

Cultura e Entretenimento, Atividades literárias, Cinema e séries, Teatro, música e dança, Arte e Eventos

  • Atividades literárias
  • Bibliotecas, Arquivos e Museus
  • Artes e Design
  • Teatro, Música e Dança
  • Decoração e Restauro

Associar as Artes ao Ensino: Xeque-Mate no Aprender

12 de Agosto de 2019 by olinda de freitas

Associar as artes ao ensino convencional produz mais e melhor aprendizagem. Esta é a conclusão do relatório de pesquisa levada a cabo pela Mississippi State University divulgada no site Science Daily.

Os resultados do estudo revelaram que a integração das artes na sala de aula pode reduzir ou eliminar lacunas. Esta foi uma pesquisa que levou em consideração as classes economicamente mais desfavorecidas.

Um programa nas escolas do Mississippi: associar as artes ao ensino convencional resulta

O programa apoia os esforços dos professores para usar as artes – através da composição, da pintura, do desenho ou da escultura; tocando, cantando ou ouvindo música; e praticando a dança e a performance dramática – tudo para promover a retenção e aprendizagem.

A pesquisa efectuada terá confirmado que a integração das artes reforça a aprendizagem nas salas de aula, o que revela que pelo menos nas escolas públicas de Mississippi esta é uma realidade (quase) ao alcance de todos.

Quando comparados os resultados dos testes padronizados efectuados nas escolas que participaram no estudo e as restantes, verificou-se que as pontuações foram superiores nas escolas que participaram em associar as artes ao ensino.

Aprender de forma diferente, através do associar as artes ao ensino, é dar primazia ao conteúdo, gastar mais tempo com o pensar crítico e criativo.

A integração das artes, a partir da perspectiva de um professor em sala de aula, é ensinar tanto a área de conteúdo como todas as artes juntas. Tal requer, como afirma um dos pesquisadores, um treino especial e conhecimento igualmente especial. No entanto, este tipo de aulas com integração das artes exige qualidade e desenvolvimento profissional por parte dos professores – recursos adicionais que nem sempre poderão ser possíveis.

Este tipo de iniciativas requerem o envolvimento de toda a comunidade escolar – inclusive dos pais que deverão lutar por financiamentos e sensibilizações para que seja, de facto, possível associar as artes ao ensino.

Não é a arte uma linguagem expressiva e uma forma de conhecimento?

Arte-educação ou o ensino de Arte mais não é do que a educação que oportuniza ao indivíduo o acesso à Arte como linguagem expressiva e forma de conhecimento. Este é, portanto, um estudo carregado de pertinência.

Sabe-se que a educação em arte, assim como toda a educação geral e plena do indivíduo, desenrola-se na sociedade através de duas formas:

  • assistematicamente através dos meios de comunicação de massa e das manifestações não institucionalizadas da cultura – como será o caso das relacionadas com o folclore (entendido como manifestação viva e em mutação, não limitado apenas à preservação de tradições);
  • sistematicamente – pelo caminho da escola ou em outras instituições de ensino.

Em boa verdade a educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve a sua sensibilidade, a sua percepção e a sua imaginação – tanto ao realizar formas artísticas como na acção de apreciar e conhecer as formas por si produzidas, pela natureza e nas diferentes culturas.

Para ter acesso ao relatório do estudo visite www.mswholeschools.org

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: associar as artes ao ensino, composição, dança, desenho, escultura, integração das artes, Mississippi State University, música, performance dramática, pintura

Três elementos básicos de uma obra de arte: Ponto, cor e estrutura

25 de Abril de 2019 by Patrícia Alexandra Aboim Rodrigues

elementos - corA matéria prima de uma obra de arte, ou de um produto artístico, é o contributo de quem o elabora mais os elementos formais que nela se apresentam.

Existem vários elementos formais, vamos aqui falar dos 3 principais que são analisados numa sessão de arte-terapia.

Elementos da obra

Poderemos considerar, primariamente, o ponto como o primeiro elemento da obra, pois este é simples, sem dimensões e sem estrutura específica. No fundo qualquer obra é um conjunto de pontos. O ponto inicia e finaliza uma obra.

Na descoberta consciente deste elemento surge o Pontilhismo, em finais do séc.XIX – com o impressionismo, onde se explora a repetição, o aglomerado de pontos que oferecem forma à obra conjuntamente com a perspectiva e o jogo cromático que podemos realizar.

Nesta sequência surge um novo elemento que, não é mais do que o ponto em movimento, conferindo assim dinamismo à obra, a linha. Esta pode definir limites e emoções. Como a linha não existe na Natureza, vem mostrar a capacidade de abstracção de que o ser humano é dotado. Picasso revela essa capacidade quando realiza trabalhos de uma linha só, que ganham vida nos entrelaçados e no seu movimento. A linha imprime ritmo na obra e ajuda no fluir das emoções que, transpostas na obra, ganham limites e um espaço de contenção.

Outro elemento presente nas obras de arte é a cor, esta que se reflecte como uma percepção visual que pode criar texturas, perspectivas, contrastes de luz (com a utilização de focos de luz). Vários trabalhos de arte moderna exploram este elemento, tal como os impressionistas que tentam representar todas as luminosidades naturais. Na arte barroca utilizam-se os contrastes para realçar os objectos, os fauvistas minimizam nas formas – utilizando formas simples – para explorar a força da cor.

A cor é indissociável do elemento luz, pois é no espectro luminoso que as variações da cor surgem. Podem surgir manchas, gotas, borrões, perspetivas, preenchimentos.

A interpretação da cor não depende apenas da perceção mas de todo um contexto cultural que envolve a obra e o momento histórico-geográfico da interpretação. Por exemplo, em determinadas culturas a cor do luto é o preto e noutras o branco, ora esta total oponência de conceitos é determinante aquando da análise de uma obra de arte.

A estrutura é revelada pelas simetrias, ou assimetrias, e nasce a pare da perspectiva. Permite a redefinição de um espaço tridimensional num material bidimensional, oferece profundidade à obra e preenchimentos dos espaços entre o longe e o perto, criando assim a distância eficaz entre os vários componentes da obra.

A estrutura diz respeito à colocação espacial dos elementos na obra, que os demarca mais ou menos e, portanto, tendem a ganhar maior ou menor importância na obra.

Estes elementos ganham especial destaque numa sessão de arte-terapia analítica e também na vivencial, caso o interveniente traga estes aspetos para a sessão.

Imagem

Filed Under: Artes e Design Tagged With: area de artes, arte-terapia, cor, desenho, elementos da obra, ensino de artes e design, estrutura, ponto, psicologia

A psicologia da cor: um arco-íris de emoção

30 de Dezembro de 2018 by olinda de freitas

a corO que é a cor?

Saber de cor a cor dos seus olhos sem nunca os ter visto é baptizar-se, baptizando-o, de luz – a cor é um banho sagrado de pureza perante a realidade ofuscada pela noite. Não quer saber de prosa poética, pois, não? Interessa-se mais por definições objectivas e concretas como esta.

Pois bem, a cor nada mais é do que aquela sensação provocada pela luz sobre os nossos olhos. Sem existência material, só nos é possível perceber a cor perante a luz.

A influência psicológica

Se umas são estimulantes, outras apelam ao optimismo; também há cores alegres e outras serenas. Mas todas elas interferem psicologicamente nas pessoas: a cor atrai a atenção e prende a visão de acordo com o seu grau de visibilidade.

Esta, por seu turno, depende fortemente do contraste e da pureza da cor – o repouso, por exemplo, exige cores suaves.

O preto, o branco, o cinzento – as cores neutras

O preto age como estimulante para as outras cores, por um lado, e possui harmonia com todas elas por outro.

Apesar da conotação emocional negativa que lhe atribuem – nomeadamente medo, vazio, morte, terror – o preto possui igualmente o simbolismo da noite, formalidade, poder, mistério, fantasia, sofisticação e luxo.

O branco é aquela cor leve da paz, pureza, neve, frio; enquanto que o cinzento é a que reduz as conotações emocionais: combina bem com todas as outras, outras que perante um bom cinzento escuro abrem-se no seu máximo colorido.

O cinzento é uma cor empresarial, clássica, prática, intemporal. Outras cores neutras, não tão vulgarmente referidas como as anteriores, são o bege melancólico e brando e o castanho masculino e estável.

As cores quentes

Dentro deste conjunto de cores (vermelho, amarelo, rosa e laranja) é o vermelho que tem o maior impacto visual, em muito devido à sua associação ao sangue e ao fogo da guerra. É, portanto, uma cor dominante, agressiva e muito apelativa. Entre o vermelho puro e o escuro vai a distância da paixão ao vigor ou da sensualidade à elegância ou da intensidade ao requinte. Todas as cores quentes nos sugerem calor.

As cores frias

O azul, o verde e o lilás lembram-nos cenários frios: o mar e o céu profundos e imensos. O azul é a cor mais tranquila de todas e tem esse efeito relaxante e tranquilizante nas pessoas. Uma curiosidade: esta cor é bastante usada nas bandeiras nacionais por conta do desejo de estabilidade e unidade das nações.

O verde, intimamente ligado à natureza, é associado à estabilidade de uma plantação e isso remete-nos a todos, verde ao peito, para a segurança. Encantados ficamos com o lilás. E com ele vamos para uma doce nostalgia.

O uso das cores, apesar da associação psicológica inerente, arco-íris de emoção, é uma questão de mera experiência pessoal e de senso estético.

Deixo-vos uma sugestão de leitura.

Filed Under: Artes e Design Tagged With: area de artes, azul, beje, branco, castanho, cinzento, cor, desenho, emoção, ensino de artes e design, lilás, preto, psicologia, psicologia das cores, verde, vermelho

Artes & Artes

Powered by: Made2Web Digital Agency.

  • Política Cookies
  • Termos Utilização e Privacidade
  • Mapa do Site