• Skip to primary navigation
  • Skip to main content

Artes & Artes

Cultura e Entretenimento, Atividades literárias, Cinema e séries, Teatro, música e dança, Arte e Eventos

  • Atividades literárias
  • Bibliotecas, Arquivos e Museus
  • Artes e Design
  • Teatro, Música e Dança
  • Decoração e Restauro

Os livros são coloridos, talvez sim, vamos ver!

25 de Setembro de 2019 by Celestina Figueira

Nem sempre acordamos bem dispostos. Logo hoje que eu ia fazer um figurão com estas botas novas. Imaginem, cor de tijolo. Combinam lindamente com a minha camisola preferida. Quando olhei para a rua, a chuva dos dias anteriores parece que nem tinha acontecido; que sol maravilhoso. Calço as botas, não calço… Havia um barulho irritante de uma máquina do outro lado da rua. Sentia-me baralhada, sem ânimo. Depois do pequeno almoço, já com ânimo para o fru fru do dia, eis que o telefone toca. Era a Antónia a informar que não podia ir comigo. Outro contratempo. Ui, ui. Lets go. Pego no meu livro e ala que se faz tarde.

O que me anima agora é o livro, tem sido um bom companheiro. Além do enredo em si, este livro já viajou por vários países e locais, já passou por várias mãos, já assistiu a crises, choros, emoções e risos, mesmo gargalhadas. O que tem de especial a história? O enredo é tão simples e, no entanto intrigante. Aquele homem tem uma vida tão monótona e solitária, dedica-se a procurar algo, de forma metódica e lenta,  muito lenta. Contudo, o leitor continua a procurar com ele, curioso.

Ora, procurar é algo que todos fazemos. Muitas vezes não sabemos bem o quê, apenas sabemos que nos falta algo. Aqueles dois homens que deambulavam pela livraria procuravam efectivamente algo. Um deles pegou num dos livros  e sentou-se a ler. Será que era para decidir se a leitura compensava o investimento de comprar o livro, ou apenas para passar algum tempo livre, enquanto esperava por alguém ou apenas para voltar para casa, onde ninguém o esperava para lhe fazer companhia? Cá temos outra história paralela, a da personagem que que se encontra ali sentada, mas que pode ser transformada em ficção pela imaginação imediata de qualquer indivíduo.

Os livros usados são os mais apreciados. Aquele sentir das folhas maleáveis que podem sugerir várias histórias, uma variedade de personagens reais e fictícias. A imaginação é deslumbrante e imaginar que alguém esteve sentado na praia com aquele livro ou que viajou de comboio enquanto lia. Que género de pessoas teriam lido aquela história: um jovem professor na suas viagens diárias para a escola, uma mulher de meia idade que gosta de se sentar na praia ou esplanada a ler, enquanto observa as pessoas à sua volta.

Dizem que quem lê mais livros são as mulheres, o que nos parece um paradoxo, pois elas têm normalmente uma vida mais ocupada. Os homens lêem mais sobre política, desporto. As mulheres adoram romances, histórias mais ou menos reais, mas também lêem política, economia e outras áreas importantes do mundo atual.

O que move um indivíduo a sentar-se num lugar calmo ou agitado e abrir um livro cheio de letras e palavras pequeninas e ler, ler, quiçá durante horas? Os mistérios da personagem indivíduo!

Celestina Figueira

 

 

 

Filed Under: Atividades literárias Tagged With: cor, espera, histórias, imaginação, indivíduo, ler, praia, refletir, tempo livre, usados, velhos, vidas

A escultura leve, crítica e intelectual de Xana

4 de Julho de 2019 by olinda de freitas

Permanente leveza e insistente sentido crítico e intelectual

Assim é Xana. Xana é o nome do artista que, usando objectos de produção maciça – trabalhados em materiais baratos que se impõem pelo excesso de cor -, manuseia temas e formas usados pelas estratégias da sociedade de consumo e da linguagem popular para exaltar os valores lúdicos da produção industrial – ou, também acontece, para questionar a sua banalização.

A arte de Xana

a arte de xanaFonte: http://img.rtp.pt/

Inesperados objectos tornam-se em material passível de ser esculpido: caixas de armazenamento industrial passam a substituir tijolos e com eles as mãos do artista constroem uma casa pré-fabricada, por exemplo – uma escultura que tanto pode ser uma maqueta como um modelo utópico de uma solução para habitações baratas. Ou então, quando inserida num jardim público, passa a ser um projecto de divertimento, leve e solto, sem que as preocupações sociais tenham de ser objectivadas e explicadas.

Na segunda metade da década de oitenta, Xana desenvolveu uma actividade artística objectualista, onde situa o desenho e a cor na tridimensionalidade – objectos coloridos que se apresentam como gigantescos brinquedos, sem qualquer função utilitária. São objectos estáticos, arquitectados como meras junções de volumes elementares. As superfícies, planas ou curvas, assumem variadamente a picturalidade, em escalas de grandeza diversa. As cores vivas aparecem em formas semi regulares e a espiral é uma linha frequente, com um poder de organização dinâmica, extensão infinita, virtual centro hipnotizante. E Xana apropriava-se, assim, dos efeitos de transparência que nos anos oitenta surgiram com força óptica tanto nas texturas da bad painting figurativa como da pattern painting abstracta: o movimento do corpo do observador a facilitar o encontro instintivo dos jogos cromáticos que, em planos destacados ou em superfícies contínuas, qualificam o espaço real.

Xana trabalha, frequentemente, a partir de objectos de plástico disponíveis no mercado: alguidares, pratos, taças, são escolhidos a olho e a dedo pelas suas cores garridas e colocados, distribuídos, de acordo com uma estratégia de serialização e acumulação a que o humor e a ironia não são alheios – impondo-se pelo impacte visual. Mas estes objectos são também pinturas, as pinturas que são esculturas, as pinturas que são esculturas e leves, porém profundas – sátiras. É assim a obra de Xana, definindo-se pela cor e pelo carácter lúdico e despreocupado que artista e homem carregam.

Um pouco mais sobre Xana

O nome de nascença de Xana é Alexandre Nuno Serrão Fialho Alves Barata, vive em Lagos, e nasceu em Lisboa. Formou-se pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1984. No ano anterior formou, com um grupo de alunos dessa instituição (Manuel João Vieira, Pedro Proença, Pedro Portugal, a que se juntou Fernando Brito, em 1986), o grupo Homeostética (entre 1983 e 1986).

Mas, em 1984, Xana abalou para o Algarve fixando-se em Lagos – onde ficou até hoje.

Filed Under: Artes e Design Tagged With: artista, bad painting figurativa, cor, escultura, objectos, objectualismo, pattern painting abstracta, pintura, Xana

Três elementos básicos de uma obra de arte: Ponto, cor e estrutura

25 de Abril de 2019 by Patrícia Alexandra Aboim Rodrigues

elementos - corA matéria prima de uma obra de arte, ou de um produto artístico, é o contributo de quem o elabora mais os elementos formais que nela se apresentam.

Existem vários elementos formais, vamos aqui falar dos 3 principais que são analisados numa sessão de arte-terapia.

Elementos da obra

Poderemos considerar, primariamente, o ponto como o primeiro elemento da obra, pois este é simples, sem dimensões e sem estrutura específica. No fundo qualquer obra é um conjunto de pontos. O ponto inicia e finaliza uma obra.

Na descoberta consciente deste elemento surge o Pontilhismo, em finais do séc.XIX – com o impressionismo, onde se explora a repetição, o aglomerado de pontos que oferecem forma à obra conjuntamente com a perspectiva e o jogo cromático que podemos realizar.

Nesta sequência surge um novo elemento que, não é mais do que o ponto em movimento, conferindo assim dinamismo à obra, a linha. Esta pode definir limites e emoções. Como a linha não existe na Natureza, vem mostrar a capacidade de abstracção de que o ser humano é dotado. Picasso revela essa capacidade quando realiza trabalhos de uma linha só, que ganham vida nos entrelaçados e no seu movimento. A linha imprime ritmo na obra e ajuda no fluir das emoções que, transpostas na obra, ganham limites e um espaço de contenção.

Outro elemento presente nas obras de arte é a cor, esta que se reflecte como uma percepção visual que pode criar texturas, perspectivas, contrastes de luz (com a utilização de focos de luz). Vários trabalhos de arte moderna exploram este elemento, tal como os impressionistas que tentam representar todas as luminosidades naturais. Na arte barroca utilizam-se os contrastes para realçar os objectos, os fauvistas minimizam nas formas – utilizando formas simples – para explorar a força da cor.

A cor é indissociável do elemento luz, pois é no espectro luminoso que as variações da cor surgem. Podem surgir manchas, gotas, borrões, perspetivas, preenchimentos.

A interpretação da cor não depende apenas da perceção mas de todo um contexto cultural que envolve a obra e o momento histórico-geográfico da interpretação. Por exemplo, em determinadas culturas a cor do luto é o preto e noutras o branco, ora esta total oponência de conceitos é determinante aquando da análise de uma obra de arte.

A estrutura é revelada pelas simetrias, ou assimetrias, e nasce a pare da perspectiva. Permite a redefinição de um espaço tridimensional num material bidimensional, oferece profundidade à obra e preenchimentos dos espaços entre o longe e o perto, criando assim a distância eficaz entre os vários componentes da obra.

A estrutura diz respeito à colocação espacial dos elementos na obra, que os demarca mais ou menos e, portanto, tendem a ganhar maior ou menor importância na obra.

Estes elementos ganham especial destaque numa sessão de arte-terapia analítica e também na vivencial, caso o interveniente traga estes aspetos para a sessão.

Imagem

Filed Under: Artes e Design Tagged With: area de artes, arte-terapia, cor, desenho, elementos da obra, ensino de artes e design, estrutura, ponto, psicologia

Arte Secular Outra vez na Rua: Cerveira Fashion Crochet

1 de Abril de 2019 by olinda de freitas

Cerveira Fashion Crochet vai reunir crochet, pintura, teatro, música, dança e penteados em Vila Nova de Cerveira – um evento noticiado pelo site Local.pt marcado mesmo no romper da segunda quinzena de Agosto na Vila das Artes.

Com origem no francês medieval croké, termo usado para designar um instrumento de ferro recurvado, uma espécie de gancho que permitia suspender ou segurar alguma coisa, a palavra crochet surgiu na França do século XIX: a expressão broder au crochet retratava fielmente o gesto a que esta arte obriga.

A arte do crochet, tal como sabemos dela na actualidade, foi desenvolvida no século XVI. Sabe-se que o escritor dinamarquês Lis Paludan tentou descobrir a origem do crochet na Europa e fundamentou, sobre esta, algumas teorias. A mais comummente aceite é a de que o crochet terá nascido na Arábia e chegado à Espanha pelas rotas comerciais do Mediterrâneo.

Artesanato: colecção em crochet coloca comunidade cerveirence no centro do mundo – do seu mundo

Cerveira Fashion CrochetJá antes a comunidade cerveirense nos tinha brindado com o ar da sua graça com o crochet, essa arte rendilhada encantadora, pela ornamentação de ruas, edifícios públicos, espaços comerciais, árvores e esculturas. Agora, atreve-se a fazer um desfile com arte.

Trabalho desenvolvido pelas artesãs da terra, o evento não terá mãos a medir com a apresentação de saias, vestidos, tops e montes de acessórios em crochet no Cerveira Fashion Crochet com a criação de um cenário artístico-sensorial naquela que é a Vila das Artes.

Juntar a secularidade da arte de fazer crochet com a contemporaneidade artística acaba por ser um sonho cerveirense de empenho e criatividade tornado real: afinal o crochet sai ou não sai à rua?

Cerveira Fashion Crochet será uma excelente iniciativa a decorrer em Cerveira e terá como ponto de partida a Câmara Municipal – os conterrâneos adoram este tipo de eventos que promovem, os visitantes surpreendem-se com tanta beleza e os turistas estrangeiros não conseguem resistir a voltar. Não será o crochet uma das riquezas que Portugal tem para oferecer?

A Câmara Municipal como cenário do desfile da arte do crochet no Cerveira Fashion Crochet – o apoio a esta arte secular

O Cerveira Fashion Crochet vai ser um desfile no feminino carregado de cores intensas em que a mistura do registo jovial vai contrastar com o vanguardista. Cativante, não é?

A Câmara Municipal de Cerveira é uma apoiante incondicional deste tipo de eventos que promovem, sem dúvida, a terra – ainda para mais tratando-se de criações exclusivas. Para celebrar a ocasião também ela, a Câmara Municipal, aparecerá romanticamente vestida de crochet para dar palco às trinta mulheres que por ali vão mostrar ao mundo a arte secular tricotada a ponto fino e grosso de algodão, lá e linho. Que beleza!

Acrescente-se à noite do dia 14 de Agosto a produção de penteados artísticos, uma intervenção artística com pintura corporal ao vivo, e muita música, teatro e dança – uma panóplia de diversão. O que não pode ficar esquecido? A máquina fotográfica e muita alegria, pois…

A preservação da tradição do crochet é de uma importância enorme em Cerveira e esta é, entre muitas, mais uma forma de sensibilização da arte.

Fonte da imagem

Filed Under: Artes e Design Tagged With: Cerveira, Cerveira Fashion Crochet, comunidade cerveirense, cor, crochet, ponto

A psicologia da cor: um arco-íris de emoção

30 de Dezembro de 2018 by olinda de freitas

a corO que é a cor?

Saber de cor a cor dos seus olhos sem nunca os ter visto é baptizar-se, baptizando-o, de luz – a cor é um banho sagrado de pureza perante a realidade ofuscada pela noite. Não quer saber de prosa poética, pois, não? Interessa-se mais por definições objectivas e concretas como esta.

Pois bem, a cor nada mais é do que aquela sensação provocada pela luz sobre os nossos olhos. Sem existência material, só nos é possível perceber a cor perante a luz.

A influência psicológica

Se umas são estimulantes, outras apelam ao optimismo; também há cores alegres e outras serenas. Mas todas elas interferem psicologicamente nas pessoas: a cor atrai a atenção e prende a visão de acordo com o seu grau de visibilidade.

Esta, por seu turno, depende fortemente do contraste e da pureza da cor – o repouso, por exemplo, exige cores suaves.

O preto, o branco, o cinzento – as cores neutras

O preto age como estimulante para as outras cores, por um lado, e possui harmonia com todas elas por outro.

Apesar da conotação emocional negativa que lhe atribuem – nomeadamente medo, vazio, morte, terror – o preto possui igualmente o simbolismo da noite, formalidade, poder, mistério, fantasia, sofisticação e luxo.

O branco é aquela cor leve da paz, pureza, neve, frio; enquanto que o cinzento é a que reduz as conotações emocionais: combina bem com todas as outras, outras que perante um bom cinzento escuro abrem-se no seu máximo colorido.

O cinzento é uma cor empresarial, clássica, prática, intemporal. Outras cores neutras, não tão vulgarmente referidas como as anteriores, são o bege melancólico e brando e o castanho masculino e estável.

As cores quentes

Dentro deste conjunto de cores (vermelho, amarelo, rosa e laranja) é o vermelho que tem o maior impacto visual, em muito devido à sua associação ao sangue e ao fogo da guerra. É, portanto, uma cor dominante, agressiva e muito apelativa. Entre o vermelho puro e o escuro vai a distância da paixão ao vigor ou da sensualidade à elegância ou da intensidade ao requinte. Todas as cores quentes nos sugerem calor.

As cores frias

O azul, o verde e o lilás lembram-nos cenários frios: o mar e o céu profundos e imensos. O azul é a cor mais tranquila de todas e tem esse efeito relaxante e tranquilizante nas pessoas. Uma curiosidade: esta cor é bastante usada nas bandeiras nacionais por conta do desejo de estabilidade e unidade das nações.

O verde, intimamente ligado à natureza, é associado à estabilidade de uma plantação e isso remete-nos a todos, verde ao peito, para a segurança. Encantados ficamos com o lilás. E com ele vamos para uma doce nostalgia.

O uso das cores, apesar da associação psicológica inerente, arco-íris de emoção, é uma questão de mera experiência pessoal e de senso estético.

Deixo-vos uma sugestão de leitura.

Filed Under: Artes e Design Tagged With: area de artes, azul, beje, branco, castanho, cinzento, cor, desenho, emoção, ensino de artes e design, lilás, preto, psicologia, psicologia das cores, verde, vermelho

Artes & Artes

Powered by: Made2Web Digital Agency.

  • Política Cookies
  • Termos Utilização e Privacidade
  • Mapa do Site